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sábado, 30 de abril de 2016

Dick e os vigaristas




Richard 'Dick' Milhous Dastardly, em português Dick Vigarista, é um personagem vilão dos desenhos animados. Ele é a caricatura do ator inglês Terry-Thomas; no Brasil é a caricatura de Michel Temer.


Dick é alto, magro e tem um sorriso diabólico. Sempre tenta ganhar a corrida maluca através de trapaças, mas se dá mal e termina em último lugar.


Na corrida maluca que se transformou a comissão de impeachment, Dick e os vigaristas Aloísio Nunes, Ronaldo Caiado, Aécio Neves, Cássio Cunha Lima - Eduardo Cunha é o cachorro Muttley, e outros abjetos, querem correr para que a votação aconteça antes do prazo.


Mesmo que assuma a presidência da república, Dick e os vigaristas não poderão comemorar vitória, porque isso só se consegue e é legitimado nas urnas, em eleições democráticas.


Continuará em último lugar com todos os seus pares impostores e cabotinos. Vão governar o país sem legitimidade e, por conta disso, vão atirar sobre os trabalhadores uma cartilha antitrabalhista.


Dick, os vigaristas e Muttley são a escória da política brasileira, vergonha internacional, mas como todo desenho animado, eles têm seus fãs e admiradores.


William Hanna e Joseph Barbera teriam no Congresso uma fonte inesgotável de vilões para suas histórias.



Ricardo Mezavila.

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Cara pintada x Cara pálida




Parcela da população golpista, inocente, sim, mas golpista, deve ter aplaudido a performance extravagante, como nas sessões de descarrego, de Janaína; e o constrangimento incorporado, quase que criando um outro homem, de Miguel Reale.


O subterrâneo do golpe foi aberto à visitação e pudemos assistir a bruxa temperando no caldeirão; o feiticeiro misturando as palavras para vencer o jogo e o rabo do golpe balançando em cima das brasas.


Para completar o palco das trevas, faltou Michel Temer entrar correndo pelo plenário e, como o capitão do time do Flamengo, de forma bisonha, cravar a bandeira do golpe no coração da democracia.


O presidente da Comissão, o relator e todo o staff estão vendidos, o fato está consumado. Tudo o que assistimos faz parte do 'rito’, o fim todos sabemos que já está escrito.


A melhor cena foi assistir o cara pintada botar o cara pálida para correr. Mesmo com toda a sua experiência jurídica, Miguel Reale não conseguiu fugir aos argumentos irrefutáveis do senador Lindbergh, e não sustentou o peso de que não há crime, portanto é golpe.



Ricardo Mezavila.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

O julgamento do golpe




O impeachment conduzido por uma desequilibrada como a advogada Janaína Paschoal, só coloca o golpe em um nível ainda mais baixo. Se conseguirem êxito entrarão para a história de forma negativa e desonrada.


É um circo dos horrores o que estamos assistindo. A firula emocional utilizada pela advogada se assemelha à mediocridade que os deputados demonstraram no plenário, quando votaram pela admissibilidade do impeachment.


Outro que assinou o impeachment, o jurista Miguel Reale Júnior, foi contraditado pelo senador Lindbergh Farias, que quase o humilhou publicamente.


Diante da tentativa de criminalizar o processo a qualquer custo, de enfiar o golpe por nossa garganta abaixo, usam métodos pentecostais próprios das sessões de hipnose.


A democracia está em 'cheque', não dá para compactuar com a irresponsabilidade desses golpistas, que só querem retomar o poder para dar um fim às operações que, por ora, estão minguando.


Ricardo Mezavila.

O réu que vocês apoiam




Vocês merecem o Congresso que têm, merecem um representante como o deputado Eduardo Cunha, que possui treze contas no exterior alimentada por propinas da Petrobrás; merecem um parlamentar como Jair Bolsonaro, que apoia torturador e faz apologia contra as mulheres e homossexuais; merecem um senador como Renan Calheiros, que renunciou para não ser preso e que depois voltou nos braços do PMDB.

Vocês merecem Michel Temer, um presidente da república sem votos, eleito por conta de uma conspiração e que vai colocar em prática um projeto antitrabalhista contra trabalhadores ativos e aposentados; merecem o pior quadro político da história; merecem o lixo que a mídia despeja na casa de vocês.

Vivemos uma crise econômica mundial que levou a Grécia a quase insolvência; na França e na Espanha o desemprego chegou a um nível histórico. No Brasil, com a justiça podendo agir, tivemos milhares de operações que levaram para a cadeia empresários e políticos corruptos, como nunca houve em governos anteriores. Esse é o real motivo do impeachment.

Agora que o golpe está praticamente consumado, só falta o complemento do rito, os golpistas podem ficar aliviados porque vão ter o controle da justiça em suas mãos, vão colocar seus advogados nos ministérios e seus delegados nas chefias das polícias.

E, como sempre acontece, quem apoiou o golpe vai voltar para o silêncio político, só que com o carimbo de golpista na testa. A democracia sai ferida, mas as ruas não vão dar tréguas, os movimentos sociais reagirão.

Acho que vai chover!

Ricardo Mezavila.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

"Brésil: ceci n'est pas un coup d'Etat"



O mais importante jornal francês, Le Monde, que vem acompanhando os acontecimentos no Brasil tendo como base a nossa imprensa, lamentou não ter levado em consideração a parcialidade da mídia local na cobertura do impeachment.

Em trinta e um de março, véspera de aniversário do golpe militar, o Le Monde publicou editorial com o título: "Brasil, isto não é um golpe de estado”.

Brasileiros que vivem na França enviaram mensagens para o jornal pedindo novas abordagens sobre o tema. Alertaram que a cobertura não levava em conta que os políticos que encabeçam o impeachment são investigados, alguns até réus são, pelas operações da polícia federal.

Na edição de domingo publicaram a matéria: "O Le Monde foi parcial na cobertura da crise política brasileira?" E se retrataram, fizeram uma mea culpa, disseram que não consideraram que os meios de comunicação daqui são parciais, que o ideal seria ter destacado um jornalista de Paris ao Brasil, para auxiliar a correspondente.

Então, monsieur ombudsman, ontem o lobista Fernando Baiano confessou que entregou milhões de dólares ao presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, que foi citado duas dezenas de vezes e é réu na suprema corte; assim como o presidente do Senado, senador Renan Calheiros e também o vice-presidente, Michel Temer, foram citados e são investigados.

São essas pessoas complicadas com a justiça, comprovadamente corruptas, que lideram o golpe para impedir a Presidenta Dilma que, fiquem sabendo, é a única que não aparece em nenhuma delação.

É estranho que na França ainda acreditem que o Brasil é um país austero. Afinal, a frase: “Le Brésil n'est pas un pays serieux”, foi atribuída, erroneamente, mas foi, ao presidente francês Charles de Gaulle.


Ricardo Mezavila.

terça-feira, 26 de abril de 2016

Os medíocres da república




O cenário atual está salpicado de cenas, discursos e imagens dantescas, promovidas pela classe política. O golpe contra a democracia seria suficiente para marcar uma geração com o selo da mediocridade, mas é pouco, é preciso macular de uma vez para sempre esse período apócrifo da nossa história.


Como já aconteceu antes, os punidos serão absolvidos pela história e os conspiradores viverão no silêncio da vergonha. Posso citar Juscelino e Jango, presidentes perseguidos, que foram acusados de corrupção, porque tinham compromissos com a justiça social e com a soberania brasileira.


Os mesmos argumentos são usados hoje, pela mesma elite de ontem, com o apoio dos analfabetos políticos de sempre.


Alguns personagens, ídolos da acefalia coletiva, viverão ínfimos momentos de glória com a aprovação do impeachment; serão carregados nos ombros pela 'ola' histérica e sem conteúdo, mas logo serão desmascarados.


Antes dos primeiros acordes da banda carnavalesca 'Sargent Peppers', o programa de governo 'abençoado' pelas ruas, já terá desvalorizado o salário dos trabalhadores e dos aposentados.


Vamos tentar escapar dessa selva pela montanha, mas sabemos que podemos encontrar um leopardo, um leão e uma loba pelo caminho, então vamos procurar um caminho alternativo que nos leve até o outro lado, para que possamos ver novamente o céu e as estrelas.



Ricardo Mezavila.

As mulheres de Bolsonaro





Em recente entrevista o deputado Jair Bolsonaro disse que as mulheres que se consideram feministas mereciam o 'calvário das viúvas'.

Para quem não sabe, Bolsonaro estava se referindo ao que ocorreu nas cidades européias pós-guerra, quando soldados nazistas invadiram as cidades e estupraram mulheres e as mantinham sob ameaças.

Essas mulheres perderam seus maridos na guerra e eram obrigadas a fazer todo o tipo de serviço para os soldados invasores, mas eram mal interpretadas pelas famílias tradicionais das cidades.

Quando terminava a ocupação e os soldados iam embora, eram levadas, pelas mãos daqueles que defendiam os bons costumes, para as praças públicas e tinham seus cabelos raspados, eram despidas e suas testas marcadas a ferro com o símbolo da suástica. Muitas não suportaram a humilhação e cometeram suicídio.

É assim que pensa o 'defensor' da moral e da família brasileira, é isso que ele imagina para mulheres com ideologia. Lutamos muito para que ninguém mais sentasse na 'cadeira do dragão', mas ainda existem homens andando pelas sombras, envergonhando a espécie e, o pior, tem gente que concorda.



Ricardo Mezavila.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Mensagem para o Eremildo





Os ingênuos defensores do golpe alegam querer um governo Temer - Cunha, para que a corrupção tenha um fim. Estão jogando gasolina para apagar a fogueira, incendiando o sofá para não serem mais traídos pelos cônjuges.


Alegam também que, por exemplo, os ministérios devem ser ocupados por quem entende da pasta. Então, exigem que o ruralista Ronaldo Caiado, o assassino de trabalhadores rurais de Goiás, fique com a pasta da Agricultura;




Que o torturador Jair Bolsonaro, aquele que chocou o mundo, quando homenageou o maior assassino de estudantes, sindicalistas, jornalistas e artistas quando era chefe do DO-CODI, fique com a pasta da Defesa;


Os apoiadores do golpe querem que o pelego e traidor da classe trabalhadora, Paulinho da 'Farsa', assuma o Ministério do Trabalho, para consolidar as perdas do programa de governo "Uma ponte para o futuro", do PMDB.


Para os outros Ministérios os 'revoltados' e a 'torcida brasileira' podem pedir Aécio Neves, José Serra, Wellington Moreira Franco, Armínio Fraga.


Esse é o resultado criado pelos inocentes úteis, agora cada vez mais dissolvidos, que serão descartados depois do golpe final no Senado.


Eremildo:- "Hã? Não, eu não apoio ninguém, só quero acabar com a corrupção e com o PT, partido de ladrões."


É, meu caro, eu sei, mas você estava de mãos dadas com essa gente aí e não sabia. Depois de tudo definitivamente arrumado, com Michel Temer Presidente, ainda vão fazer você acreditar que entrou para a história de forma positiva.


Ricardo Mezavila.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Sem mais, meritíssimo!





Agora que a cortina de fumaça timidamente esvai-se dos dias polarizados, percebo gente surpresa com as 'novidades'. Como se usassem uma espécie de cabresto com tapa olho, não viram que, quando pediam o golpe, estavam aliadas e caminhavam ao lado de gente como Bolsonaro, Cunha e Temer.

Não enxergavam que a mulher que ocupa a Presidência da República não cometeu crime e tem uma história de torturas e lutas para que pudéssemos viver em um estado democrático e de direito.

Com o encaminhamento do golpe consolidado, os deputados aliados a Cunha, como Paulino da 'Farsa', estão criando um acordão para anistiá-lo, ou amenizar a sua pena. O réu será absolvido e o inocente será punido.

Isso tudo só está sendo possível porque contou com o apoio das ruas, com a força da cegueira política dos torcedores da seleção brasileira que, descontrolados, deram as mãos a torturadores, conspiradores e corruptos, mas que agora estão descartados.

Senhor Juiz, eu tentei a comunicação me aprofundando na lingüística cognitiva, foquei na percepção e no conceito; estudei semântica e seus significados; calibrei na lingüística teórica e aplicada, mas acho que falhei.

Sem mais, meritíssimo!


Ricardo Mezavila.

terça-feira, 19 de abril de 2016

O cuspe e a ode à tortura



A sociedade ficou espantada com a performance dos deputados na Câmara, durante a votação do impeachment. Até aqueles que apoiam o golpe ficaram indignados com a insanidade coletiva daqueles que representam o nosso voto.

De início, a sessão na Câmara não podia , moralmente , ser presidida pelo atual presidente da Casa. Acusado de receber milhões de dólares de propinas, contas no exterior e réu em processo no Supremo, Eduardo Cunha é a 'cara' do impeachment.

Em algum lugar, talvez no Palácio do Jaburu, em Brasília, o vice-presidente contabilizava, o que para ele, era a contagem de sua eleição indireta. Denunciado e com o nome nas listas de beneficiados das empreiteiras, Michel Temer é a 'cara' do golpe.

Uma deputada fez homenagem ao marido, prefeito de uma cidade em Minas Gerais, justificando o voto no SIM. Na manhã seguinte o marido de Raquel Muniz, Ruy Muniz, foi preso pela PF acusado de corrupção. Políticos foram comprados, dizem que a FIESP derramou milhões de reais, e mudaram seus votos em cima da hora.

O auge, o protagonismo do circo de horrores, veio pela língua de um ser humano carregado dos piores sentimentos. O deputado Jair Bolsonaro desenterrou o cadáver de um dos maiores torturadores do período da ditadura militar.

Sua apologia à tortura causou asco nas pessoas que conhecem e são solidárias com as vítimas dos excessos cometidos pelo DOI-CODI, órgão comandado pelo coronel e torturador Brilhante Ustra.

Continuando seu desfile de estupidez, xingou e expeliu homofobia, uma das características de seu caráter, contra o sóbrio e esclarecido deputado Jean Wyllys , que agiu naturalmente, como agimos quando sentimos repugnância e enjoo, cuspindo na direção do fascista.

No fim, ouvimos algumas pessoas a favor do impeachment soltando fogos de artifícios, comemorando uma vitória subvertida, festejando um gol contra.

Ricardo Mezavila


E agora, é 'Fora Temer'?



A população precisa parar de assistir BBB, isso aqui não é 'paredão', o presidente do STF não é o Bial. O secretário geral da OEA fez uma visita à Presidenta para tentar entender o que está acontecendo.

Em Portugal, um analista político se referiu ao nosso Congresso como sendo o mais baixo e corrupto de todo o mundo, e não entende como podem julgar alguém que não tem nenhum processo contra.

O Jornal argentino Clarin transmitiu o pronunciamento da Presidenta Dilma ontem, ao vivo, porque procuram uma resposta para o fiasco político em que estamos metidos.
Michel Temer foi citado como sendo padrinho de diretores que operavam esquema de propinas na Petrobrás.

A Lava Jato encontrou uma mensagem no celular de um dos sócios da OAS, citando um pagamento de R$ 5 milhões ao vice, conforme denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República.

A PF encontrou um documento, da 'Camargo Corrêa', que cita Michel Temer 21 vezes e a cifra de US$ 345 mil, quando ele era deputado.

O 'presidente' que os assinantes do BBB querem eleger indiretamente, foi acusado duas vezes por desvio de verbas do Porto de Santos.

Realmente, qualquer pessoa lúcida não consegue entender o que está acontecendo aqui. Os nossos 'analistas' dizem que o PT roubou e que a Dilma sabia.

Pasmem, nobres 'analistas', não há provas sobre isso, portanto não é considerado crime, muito menos de responsabilidade. Daí, o impeachment que vocês apoiam, é golpe.

Ademais, vocês já foram libertados das rédeas da Câmara, aguardem as novas ordens do Senado. Enquanto isso flutuem por aí.

E imaginar que nas reuniões internacionais, como no BRICS, o Brasil vai ser representado por um traidor, mentiroso e ladrão...


Ricardo Mezavila.

Seus 'Zé Ruelas'



No Brasil os parâmetros éticos estão subvertidos, nunca se desceu tão baixo. Os réus foram descriminalizados, suas culpas revogadas nas ruas, deliberam e julgam alguém a que nada foi imputado, nenhum processo, coisa alguma.

Aplaudir alguém que homenageia um homicida, responsável pela morte e desaparecimento de 47 pessoas, ou estar do mesmo lado que ele, é uma completa ausência de conhecimento histórico, uma vergonha que me atinge indiretamente.

Que o pessoal do 'Fora Dilma', aprenda a fazer análise crítica, porque, além de lutarem, na ignorância política, em favor do golpe e de ferirem a democracia, ainda apoiaram, ingenuamente, essa gente rasteira que se acotovela na Câmara, sob a batuta de um desclassificado e ladrão.

Ricardo Mezavila.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Operação 'Abafa Tudo'




O juiz Sérgio Moro disse, em Chicago, onde proferiu uma palestra, que a Lava Jato, em primeira instância, termina ainda este ano. Disse que vai tirar 'longas férias' depois disso.

Interessante é que o impeachmnt está na reta final, talvez até maio já se tenha um resultado. Isso mostra o rabo, a orelha, os olhos, o corpo todo do golpe.

Como Moro pode prever que a Lava Jato encerrará até o final do ano? A não ser que após o impeachment aconteça o que todos já imaginavam, a operação 'Abafa Tudo'.

A operação Lava Jato 2 iniciou recentemente, ainda há muito a ser investigado, as planilhas da Odebrecht com centenas de nomes citados é um baú a ser aberto.

A impunidade vai continuar em curso, os processos prescreverão, a justiça voltará a ser lenta e engavetada.

Se isso realmente acontecer, nem Eremildo, o idiota, vai deixar de perceber que essa operação serviu, exclusivamente, para tirar o PT do poder.

Ricardo Mezavila.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Plano Temer (Uma pinguela para o passado)


Se o impeachment for aprovado no Senado, o programa para a 'salvação do país' do presidente Temer e do Vice-Presidente Eduardo Cunha, tem o antagônico nome de 'Uma ponte para o futuro'.

Quem passar pela ponte estará voltando para um passado remoto, O plano defende o fim de todas as indexações para salários e benefícios previdenciários.

O reajuste do salário mínimo seria negociado com o Congresso, sem garantia de reposição da inflação.

Aposentados perderão direitos ao salário mínimo dos trabalhadores ativos. toda indexação será eliminada e desvinculada do salário.

A 'Ponte' defende que as convenções coleitvas prevaleçam sobre as mosmas legais. O plano pretende acabar com a obrigatoriedade de se gastar 18% da receita sobre impostos com educação.

O governo também deixará de aplicar na Saúde 15% de sua receita corrente líquida.

Eleição indireta serve para isso, para aplicação de medidas duras, sem o comprometimento daquele que governa com a chancela das urnas.


Ricardo Mezavila.

Só posso esperar



A apoteose do impeachment acontecerá no 'domingo colorido pelo sol, com as morenas na praia que gingam no samba'. Tudo no tempero dessa gente bronzeada, que mostra o seu valor.

Vocês sentirão falta de Simonal cantando: "Brasil está vazio na tarde de domingo, né ? Olha o sambão, aqui é o país do futebol." Porém, Neguinho da Beija-Flor está por aí e pode aparecer para cantar: "vou levar foguetes e bandeiras."

Sentirei falta de Elis cantando: "Começando a andar, começando a andar, e já começa a apanhar."

Falta de Betinho dizendo: "Democracia serve para todos, ou não serve para nada."

Vocês entrarão no clima de Zé Keti: "Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval”.E, no fim, Vinícius deixará um breve recado enquanto vocês voltam para casa: "Pelas ruas o que se vê, é uma gente que nem se vê”.

'Capoeira, posso ensinar; ziquizira, posso tirar; valentia, posso emprestar...Liberdade, só posso esperar.”“.

Ricardo Mezavila.



terça-feira, 12 de abril de 2016

Priu



Quando eu estava no ensino médio, fazia parte de uma turma 'bagunceira', termo em desuso, mas era assim que éramos identificados. O professor da disciplina Educação, Moral e Cívica, Pe. Nelson, não tolerava a turma.


Um dia, em meio à bagunça, ele expulsou um colega da sala, eu argumentei que não só ele, mas todos estavam fazendo bagunça. Ele disse que era assim mesmo, que punindo o colega estaria punindo a todos.


Por falar desta disciplina, ela foi criada pelos ministros militares, no ano de 1969, e era obrigatória em todos os graus e modalidades. A ideia era 'estimular uma atitude e consciência cívica' nos jovens.


As escolas eram obrigadas a criarem os 'centros cívicos' que elaboravam o código de honra dos alunos. Os aspectos doutrinários do civismo eram: Deus e a Pátria. Fundamentos esses violados pelo regime quando desrespeitavam os direitos humanos.


No pátio da escola jogávamos futebol e éramos 'Pelés', 'Tostões', 'Gersons' e 'Jairzinhos', meninos pobres, cada um com seu sonho.


Não sabíamos o que era democracia, sua sintaxe e semântica, seu significado concreto não era uma prática daquele tempo. Depois aprendemos, e não foi através do Pe. Nelson e sua disciplina castradora que suprimia a liberdade.


A bola que chutávamos estava quieta dentro do gol, até que um velho time formado por novos golpistas a pegou e furou, querendo acabar com o jogo. Parte da sociedade aprendeu com o padre, acredita que punindo um estarão punindo todos.


Hoje as crianças estão mais integradas com a realidade, temos liberdade de expressão, elas participam dos acontecimentos e são críticas. Os golpistas vão conseguir o que querem, mas ficarão enterrados na história, junto com o golpe.


Fim de jogo!


Ricardo Mezavila.

Na Lapa, em Brasília




Ontem foi o dia da votação pela admissibilidade do relatório final sobre o processo de impeachment. Antes da votação, o advogado geral da união,José Eduardo Cardozo, desmontou, destruiu o relatório do relator Jovair Arantes.

Mesmo com a nulidade do relatório, assim mesmo, ele foi aprovado por 38 dos 65 deputados que fazem parte da comissão do impeachment. Dos 38 deputados que votaram a favor, 34 respondem processos, o que demonstra a imoralidade dessa comissão.

Um fato chamou a atenção, o deputado Aliel Machado, do Solidariedade-PR, iria votar fechado com seu partido a favor do relatório, mas votou contra argumentando que não iria votar em um programa, o da chapa Temer-Cunha, que ele não conhece. Disse que 'a emoção toma conta hoje, mas é a razão que entra para a história'.

Enquanto isso, na Lapa, no Rio de Janeiro, intelectuais, artistas e nós, o povo, com a presença de Lula, estávamos em ato contra o golpe e a favor da democracia.

Dois simbolismos importantes: Na Fundição Progresso, Chico Buarque e Lula ladearam a cantora Beth Carvalho que estava sentada, antes de cantar um samba pela democracia. Ela riu e disse que estava 'muito bem acompanhada.'

O outro foi ver a cara de Jovair, em Brasília, enquanto Zé Eduardo 'estraçalhava' seu relatório. Parecia um daqueles debates de botequim quando a gente argumenta contra os coxinhas.

Ricardo Mezavila.


segunda-feira, 11 de abril de 2016

'Pronunciamento à nação'


O Vice-Presidente Michel Temer fez um discurso como Presidente da República e enviou o áudio para a bancada do PMDB. No áudio, que foi vazado, Temer diz que "é preciso ter em mente que ainda haverá um longo período pela frente".


Continua dizendo que: "Aconteça o que acontecer no futuro, é preciso de um governo de salvação e de união nacional, é preciso que se reúnam todos os partidos políticos neste momento".


A comissão de impeachment ainda está em curso, ainda nem chegou na Câmara, e o vice-presidente já fala como se presidente fossse. A chapa Temer-Cunha está esquentando a cada dia. O governo vai perder, infelizmente os golpistas conseguirão os 342 votos que precisam.


Terminando o 'pronunciamento à nação', o vice disse: "Eu não quero que isto fique em palavras vazias, tenho muito convicção de que a mudança pode gerar esperanças, e isso pode gerar investimentos não só nacionais, mas também estrangeiros".


A conspiração está aí, só não ver quem não quer. Michel Temer, investigado pela lava jato, fala como presidente; Eduardo Cunha, réu em sete processos, dando as cartas; e a Presidenta Dilma não é ré e nem é investigada por nada, mas vai sofrer impeachment.


Quero ver a turma que apoia o impeachment sustentar um governo ilegítimo, sem voto popular, com um programa de governo chamado "Uma ponte para o futuro", que é um retrocesso para os trabalhadores. 

Ricardo Mezavila.

Os Filhos do Impeachment





O deputado federal Marco Feliciano, figura contestada por progressistas, por conta de seus notórios preconceitos contra o comportamento e a liberdade de pesamento, fez um apelo aos filhos dos deputados que votarão contra o impeachment, para que convençam seus pais a mudarem de posição, para que eles, os filhos, não sofram um linchamento moral.

O deputato pensa que os filhos dos deputados contrários ao impeachment são seus filhos, ou filhos do Eduardo Cunha, só pode ser. Eles não irão 'entrar na mente' de seus pais, como ele sugeriu.


A filha do deputado federal Chico Alencar , do PSOL, Nina Alencar, escreveu um texto em resposta e reproduzo um parágrafo: "Tenho muito orgulho da trajetória política de meu pai e de sua posição atual contrária ao impeachment. Imagino que o deputado nos desconheça quando sugere que nós, familiares, esposas, mães e filhos de deputados que votarão contra o impeachment ficaremos envergonhados."

São figuras, como esse deputado, que estarão 'comemorando' a vitória quando atingirem o 342º voto favorável ao impeachment. Fazendo coro estarão os personagens do golpe, conhecidos como: paneleiros, coxinhas, analfabetos políticos, patos, cheirosos. Os autênticos filhos do impeachment!

Ricardo Mezavila.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

A escolha de Maluf




A opção de Paulo Maluf pelo impeachment é razoável e coerente com o pensamento da direita e da 'elite'. Na teoria todos são corruptos, ou potencialmente corruptos. A prática é uma questão de oportunidade.

O uso da psicologia associada a neurolinguística é o meio pelo qual, inconscientemente, o homem é dominado e passa a se comportar de acordo com um modelo externo, fora de seu contexto.

Quando a direita e a elite querem derrubar um projeto de governo que não atenda seus interesses, que seja um impedimento para a continuidade de seus 'negócios, então eles usam o homem comum, aquele que está sob a hipnose social.

O primeiro e infalível passo é associar ao objeto de suas armas, a pecha de corrupto, porque sabe que ninguém aceita a corrupção, exatamente por serem todos, hipoteticamente, corruptos.

O homem tende a combater, publicamente, aquilo que pratica, mas reconhece que não é correto. É uma forma de transferir e absolver os seus erros e, de alguma forma, mostrar que todo mundo é igual.

A comissão do impeachment é uma reunião de notórios corruptos formada para julgar atos de corrupção, é uma incoerência patriótica, uma festa de 'bacanas', mas que deixa o homem comum aliviado da culpa de também ser corrupto.


Ricardo Mezavila

Breve história do povo e dessa gente



O Brasil foi colonizado pelos portugueses que já chegaram por aqui dizimando os autênticos brasileiros, os índios. As caravelas invadiram nosso território com todo o tipo de bandido para colonizar e fatiar as terras. Depois o Rei de Portugal, que era um covarde assumido, fugindo de Napoleão, abandonou Portugal e veio para cá com sua família e fundaram um banco, onde colocaram o que puderam roubar dos cofres de lá e se proclamou Imperador.

Como não havia mão-de-obra para o trabalho pesado, foram até a África e sequestraram seus habitantes e os tornaram escravos. Nascia a elite branca brasileira, feita por gente da pior espécie: assassinos, ladrões, sequestradores, estupradores, covardes e escravagistas. Houve lutas e revoluções populares contra essa burguesia, como a do Quilombo dos Palmares, Guerra de Canudos, Guerra dos Aimorés, Conjuração Baiana.

Durante o período da implantação dessa estranha sociedade, houve exageros e absurdos. Um deles se assemelha aos dias atuais e pode ter sido a semente da 'delação premiada'. Um camarada foi condenado à forca e seu corpo esquartejado, porque incomodava os proprietários rurais, os clérigos e os militares, no episódio conhecido como Inconfidência Mineira.

Não se pode esperar nada de uma sociedade com um DNA onde o núcleo da célula é o crime, o acúmulo de riquezas, o individualismo, o egoísmo e o escravagismo. Conta-se que no período dos levantes populares, as mulheres e os homens que serviam à coroa e depois a república, iam para as praças públicas bater panelas pela garantia da permanência do estado de exceção.

Essa é a herança do povo e de uma gente sem cuidado consigo mesmo, que apoia a quem serve, que lambe as botas do patrão. Não se trata de falta de conhecimento da história, a coisa é genética, está no sangue.


Ricardo Mezavila.


quarta-feira, 6 de abril de 2016

The number of the angel





Uma sombra à espreita observa os nossos passos, o que falamos e tudo o que fazemos, figuras rodopiam na neblina como em um ritual. Não, não é a letra de 'The number of the beast' do Iron Maiden, não é fragmento de uma poesia de Alan Poe, muito menos de Verlaine.

A sombra espera pela saída de um judeu que assistiu ao show de Jorge Mautner; carrega um soco inglês para usar no estômago de um homem que acabou de beijar a boca de seu amigo; acende o fósforo na floresta que abriga uma comunidade indígena, quase extinta.

De longe, sentimos a presença da sombra, contemplando a escultura de um artista esquizofrênico, queimando Bertolt Brecht e Thomas Mann; tomando café depois do sacrifício de uma noite de hipnoses e memórias.

A sombra está na frente, atrás, do lado, em cima e em baixo, não tem como escapar de seus olhos. Seu brilho vem de um manual do século XIV, com a capa branca e o título escrito com tinta vermelha e preta: 'Directorivm inqvisitorvm'.

O quadro 'Angelus Novus', de Paul Klee, mostra um anjo com as asas abertas e um olhar que o afasta de alguma coisa. Ele podia estar olhando tanto para o passado como para o futuro.

Esse anjo da história viu a sombra, mas não quis tomar uma posição, preferindo ficar onde estava, sem utopia e sem desilusão, para não fazer uma leitura errada do momento.

Penso na figura do anjo e pergunto se estamos fazendo a coisa certa, ou estamos lutando um contra o outro, apesar de estarmos todos do mesmo lado?

Ricardo Mezavila.


terça-feira, 5 de abril de 2016

A República da cobra




Onde o jurista Helio Bicudo foi se meter! De um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores, a co-fundador da 'República da Cobra', ao lado da advogada messiânica Janaína Paschoal.

O vídeo em que eles aparecem na Universidade de São Paulo - USP -, com Janaína fazendo uma pregação ao modo das propagandas fascistas, com ênfase no tom de voz e coreografias que remetem a uma crise de abstnência, é a maior demonstração de como há despreparo dessa gente para viver dentro de uma ordem democrática.

Em determinado momento o Dr.Bicudo parece amedrontado com as atitudes da advogada, com certeza estava surpreso. A performance não é compatível com quem fez a petição do pedido de impeachment da Presidenta, talvez em cursinhos para pastor evangélico haja um treinamento próximo a isso, sem desmerecimento.

Ela gritou :'Nós queremos livrar nosso país do cativeiro de almas e mentes'. Dr. Helio Bicudo aplaudia sempre que ela se aproximava agitando uma bandeira sobre a cabeça, talvez pedindo para a 'entidade' subir.

A república da cobra não existe nos nossos livros, não cabe no nosso contexto.


Ricardo Mezavila.

Papai, eu quero uma Offshore!





Quem diria que o herói brasileiro Joaquim Barbosa, 'o garoto humilde que salvou o país', segundo a revista Veja, comprou um apartamento em Miami, em 2012, através da empresa fictícia Assas JB1, registrada nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal caribenho.

O juiz não cometeu crime fiscal, porque só agora essa operação está sendo combatida, mas usou de sonegação legalizada, ato comum utilizado por sonegadores que investem dinheiro no exterior sem pagar imposto, ou declarar bens em seus países.

Não há novidade nenhuma a compra desse imóvel para quem acompanha as notícias fora dos estúdios da rede globo, mas é um ato de constrangimento um homem da lei, que posa de capa preta como um super-herói, ter seu nome envolvido em uma manobra financeira de sonegação, driblando a lei.

Com a divulgação da lista chamada de 'Panamá Pappers', que foi conseguida pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, políticos e familiares dos partidos PSDB, PMDB, PP, PSD e PSB, aparecem nadando de 'braçada' no mar das offshores.

Além das compras de imóveis através das offshores, políticos e seus parentes movimentavam contas bancárias em países, como a Suiça.  O filho do senador Edison Lobão (PMDB) e o filho do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, entre outros, criaram empresas fantasmas, as offshores, para abrirem contas no exterior. Que coisa mais transparente e nacionalista!

Sabe porque vocês não sabiam de nada? Ou se sabiam, sabe por que não falam nada? Porque não tem ninguém do PT na lista.


Ricardo Mezavila.

Não honram os cérebros que têm



Presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, afirmou que o Advogado Geral da União, José Eduardo Cardozo, 'faltou com a verdade', quando disse que a abertura do pedido de impeachment foi retaliação contra a negativa do Planalto em não apoiá-lo na Comissão de Ética da Câmara.


Esse Eduardo parece um zombie do seriado The Walking Dead, é pandêmico e apocalíptico. Vagueia pelos corredores do Congresso com seus membros pendurados ao corpo, prontos a caírem. É o espectro de um cadáver político soturno, mas que ainda não perdeu a perícia dos ratos.


O colunista Arnaldo Jabor, 'ex-homem' do cinema, que tinha uma relação respeitosa com o público, virou um drama da vida cotidiana dos blogueiros. Seus podcasts da rádio CBN não diferem do 'embromation' de sua coluna em O Globo, são caducos e vendidos, e fazem cócegas nos batedores de panelas.


A candidata derrotada à presidência, Marina Silva, 'só pensa naquilo', como dizia o bordão de Zezé Macedo. Ela tem a sobrancelha de Frida Kahlo, mas não o carisma, como pensa. A inveja pela não indicação do partido, a jogou num vácuo sem retorno.


A 'jurista' do golpe, Janaína Paschoal, totalmente desequilibrada em um discurso, que mais parecia uma pregação petencostal, ou uma sessão de 'descarrego', bradou alucinadamente : 'queremos libertar nosso país do cativeiro de almas e mentes'. É mais uma postulante à fascista.

Há homens que não honram as calças que vestem, mas também há, generalizando, pessoas que não honram os cérebros que têm.


Ricardo Mezavila.

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Para quem ainda não entendeu




O processo de impeachment está em tramitação, principalmente,  por uma vingança pessoal do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, réu no Supremo Tribunal Federal, terceiro na linha sucessória ao cargo máximo da República. O motivo da vingança se deu por conta da negação de acordo do Partido dos Trabalhadores em livrar Eduardo do processo que corria contra ele no Conselho de Ética, da Câmara dos Deputados.

Diante dessa decisão contrária aos seus interesses, ele aceitou, no dia seguinte, a abertura do pedido de impeachment, como havia ameaçado. A partir daí, e apoiado pela oposição liderada pelo PSDB, do candidato derrotado Aécio Neves, a campanha a favor do impeachment ganhou o apoio da mídia que abriu seus canais para a massificação, no seio da população, de que o governo era o único responsável pelos atos de corrupção e pela crise econômica, o que incentivou as pessoas a irem ás ruas, para que o pedido ganhasse seu componente final e o governo caísse em popularidade.

A cada dia surgem novas denúncias, únicas e exclusivas contra o governo e o ex-presidente Lula, virtual candidato à sucessão em 2018, mas nada é provado. Constitucionalmente o pedido de impeachment é nulo, porque não houve crime de responsabilidade da Presidenta, mas, como o interesse é exclusivamente político, o Congresso Nacional tenta um golpe institucional contra o estado democrático de direito.

O crime de responsabilidade se dá quando o chefe do executivo comete, ele próprio, algum ato ilegal previsto na Constituição, ele não pode ser responsabilizado por atos de seus colaboradores. A lei é clara, mas parece que cada um entende de uma forma, parece que vivemos uma ‘babel jurídica’. Impopularidade e denúncias não comprovadas, não configuram motivo para o impedimento da continuidade de mandato.

Nossa sociedade nunca primou pela participação política, pelo contrário, a grande maioria sempre esteve ausente e indiferente em momentos importantes da história. Como não estamos acostumados com os debates, somos facilmente conduzidos pelos interesses de quem detém o poder de informação. A corrupção é algo que a sociedade entende e, obviamente, não tolera, por isso combate aqueles que a imprensa insiste que a praticam.
                                                                                                                    
Por enquanto, o cabo de guerra está em operação, uns puxam daqui, outros dali. Espero que ao final a Constituição seja respeitada, os direitos garantidos e as instituições funcionando dentro da normalidade de uma nação emergente e democrática.


Ricardo Mezavila.

Corupção não é pecado capital






Na lista dos pecados capitais, a corrupção não aparece. Apesar do diabo ter corrompido e Eva ter aceitado, segundo a crença Adâmica, deixaram esse fato passar batido.

A corrupção pode ser considerada um pecado novo, já que não figura na seleção bíblica de todos os tempos. No livro sagrado está escrito 'Não roubarás', que é uma versão light da corrupção.

Segundo historiadores, nada é confirmado, os pecados capitais foram escritos no século IV, pelo monge Evagrius; outros historiadores dizem que dessa lista um pecado foi suprimido, que na verdade eram oito. Talvez alguém tenha corrompido para tirarem a corrupção.


Ninguém sabe nada ao certo, mas muitos dizem que outros pecados já estiveram na lista, mas prescreveram. O que se sabe é que só tem lugar para sete, entre eles a IRA e a INVEJA, que figuram nas pautas diárias do Manhattan Connection.

Seus heróis morreram de incontinência




Esse mundo é mesmo estranho, às vezes, o errado é que está certo. A consciência de que o coletivo deve prevalecer sobre o individual, não é uma fórmula precisa. A matemática também não é uma ciência exata. Se tivermos duas laranjas e somarmos com outras duas laranjas, teremos quatro laranjas; duas bolas somadas a três bolas são iguais a cinco bolas. Contudo, se somarmos uma gota d’água a outra gota d’água teremos uma gota d’água maior, e não duas gotas d’água.

Esse exemplo, meio simplista,  está aqui  para facilitar a compreensão sobre como erramos e acreditamos que estamos certos. O erro também é uma ciência, faz parte da área ‘das humanas’, e tem de ser tratado com todo respeito que merece. Se tratado com seriedade, o erro seria estudado como matéria na escola, seria base para monografias e, quem sabe, cadeira nas universidades, formaríamos Doutores em Erros.

Falando de erros atuais na política, o novo herói latino da geração ‘Fora PT’, o presidente argentino Maurício Macri, está envolvido no esquema internacional da Mossack Fonseca, a ‘fabricante de offshores’. É a concretização da frase de Malcolm X: ‘Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo’.

Portanto, tenha muito cuidado com os erros do caminho, as falsas biografias, os heróis instantâneos e populares, mas que não nasceram do povo. Pode aparecer alguém, ou um factóide, que não permita que você olhe para o lado e veja quem realmente faz parte daquilo que te faz crescer.

Prefiro os heróis mortos por overdose aos mortos por incontinência!

Ricardo Mezavila.


domingo, 3 de abril de 2016

Heil Impeachment !




Nunca se trabalhou tanto no Congresso como nesses dias de saudações ao golpe. O impedimento é constitucional, isso ninguém questiona, mas a forma como o estão encaminhando é, sim, golpe.

Ouve-se muito sobre o caso Collor e o comparam com os dias atuais. Bem, quando houve o processo de impeachment do ex-presidente Collor, primeiro houve o crime denunciado por seu irmão Pedro; depois foi instaurada uma CPI, que durou meses, para apuração dos fatos; depois dos fatos provados deu-se início ao processo que teve como desfecho sua renúncia e a cassação de seus direitos políticos por oito anos.

Não sei se vocês lembram, mas não tinha nenhuma manifestação nas ruas a favor da permanência do Collor e em defesa da democracia, como se vê hoje; o presidente da Câmara dos deputados não era réu, como é o deputado Eduardo Cunha; o vice-presidente Itamar Franco aguardou o processo de forma isenta, não agiu como Michel Temer faz hoje, conspirando contra a Presidenta.

O que fazem hoje é uma articulação golpista de retomada do poder sem ter que passar pelas urnas. O golpe é contra a democracia, contra o meu e o seu direito, contra a legalidade e a liberdade. 

A FIESP e o Paulo Skaf não escondem isso de ninguém, mais claro impossível.
Ricardo Mezavila.

FIESP e o amigo do Lula

Eremildo, o idiota




A Federação das Indústrias de São Paulo, não tem o que reclamar dos períodos dos governos petistas, pois tiveram benefícios como as baixas taxas de juros.


A FIESP apoiou o golpe de 1964 e agora apoia o golpe contra o governo de Dilma. O que a Federação quer é voltar a dar as cartas como faziam durante o governo FHC. Não basta o benefício legal, querem o governo em suas mãos.


Para bancar as propagandas em favor do golpe, a entidade gasta recursos do sistema S (entidades de direito privado, como Senai, Senac, Senar, Sesi e Sesc, que administram recursos públicos).


A entidade teve a ousadia de pagar anúncios em jornais do Rio, pedindo que os eleitores cobrassem de seus deputados uma postura pró-impeachment, inclusive informaram seus e-mails e telefones. Fazem tudo isso às claras e ainda ironizam os trabalhadores com aquele pato peçonhento.


Enquanto isso, ser amigo do Lula virou item curricular, pelo menos para o pecuarista José Carlos Bumlai, 'o amigo do Lula'. Por que não fazem o mesmo com Zezé Perrela, o cara da cocaína no helicóptero, e o chamam de 'o amigo do Aécio’?


A mídia está se superando na certeza de que somos todos idiotas!



Ricardo Mezavila.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Eu sal, você doce




De atos em atos, ora a favor, ora contra, a sociedade vai fazendo história nas ruas. Apesar das contradições acirradas pela forma como cada um tem acesso à informação, o que mais importa é o debate e, nem sempre, o seu nível. Pessoas antes alheias aos acontecimentos estão interagindo, isso tem representatividade e merece registro positivo.

Os atos de apoio ao governo, os que participo, não são atos de apoio ao PT, ou somente ao mandato da Presidenta Dilma Rousseff, mais que isso, são atos de apoio à democracia, ao acesso à universidade, à livre expressão, ao direito dos homossexuais, à liberdade de investigação, contra o machismo e a misoginia, pela imprensa democrática, pelo Nordeste e políticas voltadas para a população negra, e todas as outras reivindicações a favor da liberdade religiosa, étnica, social e política.

Os atos contra o governo são, exclusivamente, atos contra a corrupção, que deve ser investigada. O uso político que os opositores fazem, usando a indignação popular como escudo, como um anel dourado sobre a cabeça, merece repúdio e combate. A corrupção é um mal de raízes profundas e antigas, com grande poder de mobilização porque é de fácil compreensão para a população, que diz sabiamente: ‘Chega de roubalheira’!

A permanência da democracia está correndo risco e isso envolve perdas históricas, muito mais importantes do que o dinheiro que vai pelo esgoto. Isso é de difícil compreensão popular, porque requer um pouco de conhecimento e de reflexão, de consciência crítica e entendimento social.



Ricardo Mezavila.