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domingo, 17 de fevereiro de 2019

Pega fogo, cabaré!



Não é querer que o 'circo pegue fogo', ou torcer pelo 'quanto pior melhor', isso é ser irresponsável e, se o barco afundar, todos vamos juntos.

O fato é que a mão, ou as mãos, que foram chanceladas para conduzirem o barco, não o sabem fazer e, ainda por cima, estão singrando por mares tortuosos.


Desde que começou a campanha estivemos contrários à candidatura da família de milícias, onde o papa é um notório vagabundo da política. Não fez nada em vinte e oito anos de mandato, a não ser preparar seus filhotes para mamarem nas tetas das verbas públicas.

Agora o Brasil está à deriva e vulnerável a encontrar um grande bloco de gelo pela frente. O provável é que o governo vá se espatifar antes mesmo dos cabalísticos cem dias.

O laranjal no quintal dos Bolsonaros está bichado e com casas de marimbondos. As laranjas estão apodrecendo nas mãos do secretário de governo e coordenador da campanha. Gustavo Bebiano, que vai descascá-la em frente ao ventilador.

Jair Bolsonaro não está respingado pela suco da laranja, ele é o próprio bagaço dela. Um presidente 'bagaço' que resolveu adotar o estilo 'mendigo' para comover aqueles eleitores abobalhados que ainda defendem o indefensável.

Vamos assistir de camarote o cabaré pegando fogo, porque o 'fogo purifica' e das cinzas podemos tomar de volta nosso país soberano, responsável, admirado, alegre, com pessoas de classes desfavorecidas entrando nas Universidades e fazendo história.

Ricardo Mezavila.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Um indigente no planalto




Olhando para a foto que ilustra este texto, percebe-se a relevância que o presidente dá ao cargo que ocupa. Uma apresentação bizarra em uma reunião ministerial: chinelo, calça de moleton, camisa de clube falsificada e paletó. Um deboche com o povo brasileiro.

Seus três filhos, o vereador, o deputado federal e o senador, Carlinhos, Dudu e Flavinho, é que decidem pelo papai pateta quem pode ou não continuar na equipe do governo, o que já está incomodando até mesmo apoiadores próximos.


Uma afronta à Constituição, aos princípios básicos da República. O presidente deveria governar a partir da sede do governo e não de sua residência.

O filho do ex-presidente Lula foi acusado de ser dono da 'Friboi', da 'OI', de 'Fernando de Noronha' e de possuir uma 'Ferrari' de ouro. A mídia massificou e a população encabrestada comprou e muitos ainda ruminam esse fake.

O que acontece com os filhos do atual presidente é inacreditável, ultrapassa as raias da estupidez, mas como a mídia não massifica e joga a porção diária de feno, o cabresto fica solto.

Esquadrão da morte is come back



Poucos dias após o ministro da justiça, Sergio Moro, apresentar o pacote anticrime, também conhecido como pacote de maldades, a polícia do RJ realizou duas chacinas, uma em Santa Tereza e outra em Nova Iguaçu, com vinte e dois mortos.

O pacote dá uma licença para o policial militar matar sem sofrer punição. Um vigia de um supermercado na Barra da Tijuca, aplicou um 'mata leão' em um jovem que cometeu uma infração e acabou asfixiando o rapaz, que morreu.


Imagino que o excesso de força colocado no braço do vigia tenha a ver com a sensação de impunidade, agora legalizada. Enquanto sufocava o rapaz ele se sentia um herói da sociedade, um justiceiro condecorado pelo ato de bravura.

Assim a política vai emparedando opositores, cerceando a democracia, através de medidas que sublinham as declarações do governador Witzel: "atirar na cabecinha."

Isso justifica as condecorações que milicianos receberam da família Bolsonaro, entre elas a maior de todas, a Medalha Tiradentes, para o foragido suspeito de assassinar Marielle Franco.

Antes das eleições os eleitores de Bolsonaro faziam apologia ao seu discurso autoritário e violento, sentiam-se seguros com os métodos letais que seriam utilizados na segurança pública contra a 'bandidagem'.

O governo saiu da narrativa e, por decreto, abriu o mercado para a compra de armas, colocando policias em apuros, portadores de armas em risco e, de quebra, aumentará o arsenal do tráfico.

Para pagar dívidas de campanha com a indústria do armamento o presidente, com a legalização da chacina e o porte de armas, trouxe de volta o esquadrão da morte.

Ricardo Mezavila,

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Quem critica o PT...





Existe uma mistificação criada pela imprensa comercial, financiada pelas elites política e patronal, de que o Partido dos Trabalhadores é responsável por tudo de ruim que acontece no país.

Parcela significativa da população comprou essa ideia, vários amigos meus estão incluídos nessa manobra. Um deles disse que tem 'ojeriza ao PT', mas confessou que não sabe o motivo. Fosse ele alguém politizado, que se informasse por outros meios, não sentiria esse sentimento torto.


O mais impressionante é que os benefícios dos governos Lula e Dilma estão aí: Os índices, os depoimentos, as estatísticas, tudo transparente. Também faço críticas ao partido, mas não sou tapado, e enxergo os avanços que trouxe ao país.

Contudo, por mais que a gente mostre, parece que uma cortina caiu sobre seus olhos e eles não enxergam. Como em um filme de zumbis, repetem : "O PT quebrou o país". Não conseguem escrever uma linha para provar essa tese que não seja um embuste.

Bem, se nem mesmo a justiça consegue provar e mesmo assim condena, esperar o quê dessa gente despolitizada que se informa pelo JN e afins?

O mais incrível é que o governo atual, o que mata, rouba, que entrega o país, que vende nossas riquezas e terras, que persegue professores, retira direitos, que não quer ninguém aposentado, ataca gays e índios, que quer acabar com a universidade pública, esse governo é acolhido no seio dessa gente, numa demonstração clara de hipnotismo social.

Resta ao alienado, do fundo da sua alienação, repetir o mantra da extrema direita conservadora e neofascista: "O PT quebrou o país."

Ricardo Mezavila.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Companheiro, o tempo separou a gente.








Sem mais nem menos, de repente, assim, do nada, e a gente não tem mais o convívio de pessoas que eram presentes, que estavam à distância de um abraço, uma hora, cinco estações de trem, três pontos de ônibus, um maço de cigarros, meia dúzia de cervejas.

Pode ser falta de tempo, de espaço, de dinheiro, de estratégia, mas nunca de assunto, de carinho, de risada e de vontade.


Companheiro, o tempo separou a gente, fez de você uma margem de rio e de mim uma lasca de pedra; vamos esperar que um menino apareça, se abaixe e me atire aí pro teu lado, quem sabe eu vá quicando sobre as águas e chegue aí numa onda...

Os caminhos nunca são e nem podem ser retos, a gente tem que contar com as curvas, com os atalhos, com as portas fechadas, as escadas, os becos, porões,para que a direção não fique só na mão do previsível, embora o indicativo seja um argumento afiado.

De vez em quando um vento envelopado traz uma saudosa polêmica, uma discordância, um murro na mesa; traz palavras enviesadas, como aquelas que a gente sustentava para não perder o debate, que discordava só para não ter que ficar em silêncio.

O tempo, companheiro, nos deixa maduros, mas não pode nos tirar a liberdade de pensar que ainda somos capazes de subir numa árvore, pular um muro; ele avança algoz para cima da gente, enfraquece os fios dos cabelos, pinta as barbas de branco, mas não consegue calar a nossa voz enquanto estivermos enxergando pessoas caminhando na mesma direção.

Companheiro, o tempo separou a gente, deu um ticket diferente para cada um, viajamos rumo opostos, ou cruzamos a rua encoberto por guarda-chuvas. Lá na frente, sei lá quando, pode ser que a bicicleta esteja com pneus novos e a gente pedala, pedala, pedala...

Ricardo Mezavila.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

A força das pastorais e o bode



A espionagem da ABIN à igreja católica eleva o tom do governo sobre suas reais intenções doutrinárias. A tentativa, quase insana, de aproximação com Israel, berço das igrejas protestantes, evidencia um dos braços fortes do esquema montado para destruir o Brasil: As igrejas evangélicas, lideradas pelo Bispo Macedo.

A CNBB, através de suas pastorais, aproxima o verdadeiro sentido cristão do homem simples dos campos, das populações ribeirinhas, dosquilombolas e dos indígenas, assim como as pastorais carcerárias que fazem o acompanhamento de presos provisórios.


Com a aproximação do Sínodo 2019, encontro de bispos para tratarem de assuntos sobre ecologia e meio ambiente, que será realizado na Amazônia, o governo miliciano quer impedir que bispos brasileiros revelem ao mundo como são tratados aqui temas sobre terra e natureza.

Parece que estamos vivendo dentro de um filme de terror, naquela parte em que o mal está por cima, está vencendo, mas no fim, como todo filme, o bem consegue reverter e a luz acende o futuro. Vamos nos preparar para a virada com luta, e expulsar o bode que está sentado no trono como se fosse um rei.

Ricardo Mezavila.

Momentos sombrios





O ano de 2019 começa com um pacote de maldades do governo miliciano, um pacote de tragédias. crimes, acidentes e um pacote de bobagens ditas pelos integrantes do governo.

A última veio do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Entrevistado, disse que não conhece a Amazônia e não sabe da história de Chico Mendes, reconhecido mundialmente como uma das maiores referências da causa ambiental.


"Que diferença faz quem é Chico Mendes?", disse o alienado ministro, condenado por beneficiar mineradoras. Ricardo, do alto de sua ignorância, baseado na 'literatura' de Olavo de Carvalho, ainda soltou a pérola: "Dizem que ele usava os seringueiros para se beneficiar."

Vivemos momentos sombrios, o ódio transformou-se no combustível que faz girar os nossos dias. A extrema direita plantou e a praga do fascismo está sendo semeada por um povo de linhagem suspeita, racista e truculento.

O representante máximo desse tempo lânguido é o presidente que os imbecis elegeram, eleito personalidade do ano pela Câmara de Comércio Brasil-EUA.

Ninguém melhor do que o Jair para ser condecorado em um ano que, com menos de cinquenta dias, entra para a história como o mais obscuro das últimas décadas.

Ricardo Mezavila.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Do Fallet ao Ninho




A relação da chacina no Fallet com o incêndio no alojamento no Ninho do Urubu, está na condição social das vítimas. Todos quase pretos, ou quase brancos, que de tão pobres sabem como se tratam os pretos, pinceladas de 'Haiti' no Salvador Daqui.

O pacote de maldades apresentado pelo ministro Sérgio Moro, que autoriza o servidor público militar fardado a matar indiscriminadamente, começou a surtir efeito aqui no Rio, no bairro bucólico de Santa Teresa, onde fica a comunidade do Fallet.


Embora parcela da sociedade bata palmas para a chacina por acreditarem que bandido morto é bom, essa tática de guerra vai fazer crescer a violência.

O menino que trabalha para o tráfico e segura uma arma, vai 'sentar o dedo' quando os policiais fizerem uma investida, porque suas vidas não valem mais nada. No meio das balas trocadas estarão a criança, o jovem, a mulher adulta, o homem adulto e o idoso.

Sobre os meninos do 'Ninho', o clube é o responsável pelas mortes. É inaceitável uma instituição, a mais rica do país no ramo, faturar 750 mi em uma ano e manter um alojamento de metal com forro de espuma tóxica, sem janelas e sem um monitor para acompanhar as crianças.

A torcida rubro-negra fez uma homenagem aos meninos justamente, mas o Clube Flamengo não merece qualquer tipo de manifestação que não seja a de pedido de justiça. Morre uma 'nação' no incêndio evitável, como morre uma pátria na lei que institucionaliza a chacina.

Ricardo Mezavila.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Governo nefasto, tragédia pronta!



O Brasil parece ter sido atingido por uma nuvem de baixo astral, que teve início com o golpe em 2016 e que seguiu, passos de ganso, com Michel Temer.

As eleições de 2018 trouxe um tempero a mais, Jair Bolsonaro e filhos, jogaram uma dose de ódio no caldeirão, envenenando grande parte dos brasileiros.


O atual presidente só fala em "armar a população", em "guerra contra a Venezuela", em "metralhar adversários", nada de positivo sai de sua boca, só 'ódio e retrocesso'.

A lei do retorno, se é que existe, está presente nesse início de governo, não na doença pré-existente de Jair, que inventou a 'facada' como peça de comoção nacional, mas no universo nefasto em que vive.

Essa família que é ligada ao crime organizado no Rio e que, provavelmente, está envolvida com a morte da combatente vereadora Marielle Franco, se apossou do país como monarcas.

Esse governo é uma tragédia pronta e anunciada, como a de Brumadinho, neglicenciada pela Vale. A diferença é que não foi o rejeito que virou lama, foi a lama do seu voto que virou rejeito.

A luta é contra a ignorância




A cadeira de presidente da república está vaga, desde que Bolsonaro se internou para operar câncer de intestino. Normalmente, o vice já deveria ter assumido, mas a palavra 'normalmente' não faz parte do vocabulário, muito menos das ações desse governo.

O voto do ignorante produz e leva ao poder aberrações políticas, como o presidente sociopata errático, perdido no tempo e na história, arrastando correntes pelo palácio sem saber o que fazer para ser menos estúpido.


Na vacância da presidência o país fica estático, o que é até benéfico na atual circunstância. Exterminando com o futuro, o governo propõe que jovens abram mão de férias e 13º salário, o país caminha, de joelhos, rumo ao atraso.

A nossa luta não é contra o governo instituído, mas contra o fascismo impregnado nele; é contra a ignorância daquele que perdeu sua geladeira na enchente, na Rocinha, mas que, mesmo assim, vota no morador do condomínio de luxo em frente à favela.

A falta de consciência crítica é a semente de onde nascem pragas daninhas, homens mesquinhos, pátrias pequenas e a ignorância, que trazem constrangimento e indignação para quem não bebe nessa fonte.

Ricardo Mezavila.