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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Para quando meu neto perguntar




A cortina humana que os golpistas utilizam para a bandalheira dos bastidores, é formada pelo ódio incompreensível ao Lula. O ex-presidente criou o maior programa de combate à miséria do mundo, reconhecido por todos os órgãos internacionais e líderes mundiais; criou dezoito universidades PÚBLICAS e financiamento para que qualquer cidadão tivesse acesso às particulares; elevou o país à sexta maior economia do planeta ultrapassando o Reino Unido e se aproximando da Itália.

No período do governo do petista, o brasileiro foi eleito o povo mais alegre e otimista do mundo. Quem morava no exterior falava com orgulho de seu país; com tecnologia nacional foi descoberto o pré-sal, a maior reserva de petróleo do mundo; foi criado o Mercosul e os países do hemisfério sul da América se livraram da famigerada ALCA, sob os auspícios dos EUA; o Brasil foi chamado para ser membro fundador de uma frente com os países emergentes (Rússia, China, Índia e África do Sul) e criaram os BRICS, grupo político de cooperação.

Toda essa estrutura de desenvolvimento e soberania começou a incomodar os detentores históricos do poder. O Brasil avançava para ser uma potência, uma nação que escapava do jugo do capital financeiro internacional, se afastava do controle da burguesia dominante. O Brasil, com suas riquezas naturais, um povo extraordinário e trabalhador, com as novas parcerias e abertura de mercado, caminhava para um lugar onde nunca imaginaram possível, o Brasil estaria entre as quatro maiores potências do planeta.

Então, articularam o golpe parlamentar de 2016. Um dia após a reeleição de Dilma Rousseff, a oposição derrotada anunciava que a Presidenta eleita não governaria, os parlamentares não aprovariam nada. Na verdade esse golpe já vinha sendo articulado quando da descoberta do pré-sal, quando as grandes empresas petrolíferas aliadas aos EUA passaram a monitorar o país, espionaram desde o telefone ao avião presidencial, segundo o site Wikileaks. E, em agosto, a primeira parte do golpe foi concluída.

O governo que assumiu é um desastre para a população, é antipopular. Veio para realizar as reformas nas leis trabalhistas e na previdência; congelar investimentos por vinte anos na saúde e educação; entregou a cereja do bolo, o pré-sal, para as multinacionais, reduziu os investimentos em programas sociais como o 'minha casa,minha vida'; luz para todos; acabou com o Ciências sem Fronteiras; o desemprego bate recordes. A quadrilha política de Temer, Aécio, Jucá, Cunha e Cia, teve a adesão do judiciário e da imprensa golpista no uso do lawfare em manobras 'jurídicas-legais'. Todos juntos, num grande acordo, para retirar nossos direitos e perseguir, sem tréguas e sem provas, a liderança que pode acabar com tudo isso através de um referendo revogatório.

O ex-presidente Lula é o maior impedimento para que o golpe seja consumado integralmente. Por conta disso, foi condenado em 2ª instância pela acusação de recebimento de um apartamento triplex no Guarujá, litoral paulista. Em troca teria beneficiado a empreiteira OAS em três acordos com a Petrobrás.O julgamento foi uma farsa jurídica, a defesa provou que o imóvel nunca foi do ex-presidente e a acusação nunca provou que a OAS foi beneficiada pelos contratos. O juiz, que deveria ser imparcial, mas que é peça do plano, condenou Lula por 'atos indeterminados', peça que não existe na literatura jurídica. Lula recorreu à segunda instância e a sentença que era de nove anos e meio de prisão, foi para doze anos e um mês. O imóvel foi penhorado da OAS para pagar credores que a acionavam na justiça, prova mais cabal de que o triplex não era do ex-presidente, impossível.

Com Lula fora da disputa presidencial de 2018, fica mais fácil emplacar um candidato da direita comprometido com o neoliberalismo entreguista. Nas pesquisas de intenção de voto Lula liderava e, fizeram uma depois da condenação, ele ainda lidera com 37% dos votos válidos, isso implica em vitória iminente nas urnas. Dilma sofreu impeachment por alegação de crime de responsabilidade, as 'pedaladas' fiscais que nunca foi e não é crime, por isso foi golpe; Lula foi condenado sem provas, mesmo tendo provado sua inocência e corre o risco de ser preso. Esse é o retrato de um país que caminhava para o patamar das nações respeitadas pelos outros países, soberanas e em pleno desenvolvimento econômico e social.

Ricardo Mezavila.
Janeiro/2018

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Parasitas




O Golpe arrastou o país para uma situação característica da família média brasileira: Dependência financeira da aposentadoria de algum idoso próximo. Esse fato é comum quando há familiares desempregados, doentes, ou avesso ao trabalho.

Um dos objetivos do Golpe era vender nosso patrimônio, isso já foi providenciado, depois retirar direitos dos trabalhadores ativos, já resolvido; agora, o governo golpista está na situação do parente parasita'. Depende da reforma da previdência para tapar o rombo que criaram com a falta de produção.


Essa quadrilha articulou tudo às claras, foram pegas em escutas como : "Com a Dilma não dá. Temos que estancar a sangria, colocar o Michel, num grande acordo nacional, com o Supremo, com tudo".

Infelizmente eles só conseguiram sucesso porque a mídia levou às ruas uma boiada uniformizada e ideologicamente nula. Que sustentaram organismos que vivem em associação com outros dos quais retiram os meios para a sua sobrevivência.

Ricardo Mezavila.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

RIP 'justissa'


No mesmo dia em que os 'desembarcadores da justissa' da republiquinha vira-lata condenou Luís Inácio, a procuradora geral da republiquinha, Raquel Dodge, arquivou processo contra José Serra que tramitava pelo PGR.

No mesmo dia o advogado representante dos direitos humanos da ONU, Geoffrey Robertson, que acompanhou o circo sentado na arquibancada do TRF4, escreveu suas impressões sobre o que viu e disse estar estarrecido.


"Foi uma triste experiência ver que normas internacionais de um julgamento justo não parecem ser seguidas no sistema brasileiro" , disse o jurista, que vai levar à ONU as violações dos direitos que tem presenciado por aqui.

Os 'desembarcadores da justissa' fecharam o caixão, jogaram a última pá de terra, foram os coveiros de uma democracia tão jovem e promissora que morre abraçada com a soberania.

Enquanto isso, os patos pobres de direita, batem palmas para a condenação de Luís Inácio na mesma plateia que Michel Temer, Geraldo Alckmin, Rodrigo Maia, Aécio Neves, Fernando Henrique, os irmãos Marinho, Jorge Paulo Lemann, GIlmar Mendes, Paulo Skaf, etc.

Ricardo Mezavila.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Olha a banana, olha o bananeiro



Na escola aprendi que 'a justiça tarda, mas não falha' e que 'a justiça é cega'. Entendia que isso norteava nossas decisões, servia para que respeitássemos os direitos individuais e coletivos. As leis são feitas para que nosso comportamento e atitudes sejam compatíveis com a forma que nos relacionamos com pessoas e instituições.

Meus pais sempre foram trabalhadores e honestos, cumpridores dos deveres tributários estabelecidos. Cidadãos conscientes de suas obrigações e atentos com a nossa criação, para que fôssemos justos e corretos.

Aqui nesse país esses valores se perderam, a justiça é falha e cega quando convém. Estamos vivendo a pior das ditaduras, a do judiciário. O cidadão não tem mais a quem recorrer, está sozinho. Aquela 'última instância' que servia de alento e esperança foi violentada e apodrece nos tribunais.

Se juízes, procuradores e desembargadores, cargos respeitadíssimos no passado, são capazes de condenar uma personalidade como Luis Inácio sem nenhuma prova, imaginem o que podem fazer depois disso...

Esses bandidos togados são instrumentos perversos que homologam a retirada de nossos direitos. Esse país que era considerado e admirado no mundo, que atravessou a crise de 2008 como marola, que pagou a dívida externa, que emprestou dinheiro para o FMI, que viu aumentar o número de escolas técnicas e universidades, que levou para a sala, e fez com que milhares de jovens trocassem a enxada pelo lápis; esse país agora é uma republiqueta.

Como sustentar um país sem produção? A falta de produção gera desemprego, o desemprego gera a falta de consumo, a falta de consumo gera défict na arrecadação. As empresas lucrativas como a Petrobrás e a Eletrobrás foram repartidas com o capital estrangeiro e ainda vem mais por aí.

O neoliberalismo vai chegar a um ponto que a república bananeira vai falir, então vão meter a mão na sua aposentadoria. Não há limites para as rapinas. O pior é que todo mundo já devia ter percebido que entregamos o país para uma quadrilha esfomeada e subserviente aos interesses das grandes nações.

Esse país, que um dia teve nome, não vai passar de um mero celeiro reprodutor de terceirizados, não trabalhadores, porque trabalhador era aquele cidadão como o meu pai.

RIcardo Mezavila.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Operação Ordem de Despejo





A operação lava jato, desde sempre, utiliza a metáfora mais ou menos certa, se levarmos em consideração que um lava jato só lava por fora, mas a operação deveria ser batizada com um jargão do ramo imobiliário tipo: 'Operação Ordem de Despejo'.

Estão vendendo tudo o que nos pertence, em breve o país não terá mais recursos para se manter. Vão querer aumentar impostos, mas não tem dinheiro circulando porque não tem emprego suficiente. A saída será suspender o pagamento dos aposentados e pensionistas para cobrir o rombo.


A população pobre se transformará em uma sociedade de inadimplentes congênitos, sem rumo, sem emprego, sem escola, sem lazer e sem teto.

Vagando perdidos estarão os funcionários públicos que apoiaram o golpe, os militares que reprimiram as manifestações, os pequenos empresários que se achavam prósperos, a classe média que bateu panela e os 'descartados', aqueles que pensavam que seriam aproveitados pela elite.

A justiça brasileira foi a última a tentar apagar o fogo com gasolina, então que apague a luz, feche a porta e aguente as consequencias.

RIcardo Mezavila

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

O bruxo do Cosme Velho







Meu amigo Claudio Oliveira citou o bruxo Dumbledore para comentar uma frase minha sobre o obscurantismo judiciário: "Vivemos tempos difícies", escreveu.

São tempo difíceis onde Juízes, Procuradores e Desembargadores utilizam as redes sociais contra investigados, réus e condenados. Isso coloca no chão o judiciário, faz com que a sociedade não confie na justiça. Quando o cidadão perde a confiança na justiça...


O país, antes dividido entre direita e esquerda, acordou do pesadelo do golpe, abriu os olhos e, finalmente percebeu, que algo muito sério está acontecendo por aqui.

Aquela pessoa que acreditava que 'era só tirar a Dilma', entendeu que 'tirar a Dilma' era vender o país, acabar com direitos, entregar riquezas, desmoralizar a nação, retroceder à idade média, humilhar trabalhadores, retirar esqueletos de dentro do armário.

O cidadão comum que apoiou o golpe porque a mídia fez com que acreditasse que a culpa era do PT, agora está vendo que foi manobrado pelos interesses alheios, foi marcado como são os gados e engrossaram a defesa de seus algozes nas ruas.

Complementando a frase do bruxo Dumbledore, cito Carlos Drummond que se referia à Machado de Assis como 'O bruxo do Cosme Velho".

Drummond escreveu no poema dedicado ao 'bruxo': "Olhas para a guerra, o murro, a facada como para uma simples quebra da monotonia universal e tens no rosto antigo uma expressão a que não acho nome certo".

O rosto antigo é o rosto da Democracia dançando alegre, como vivíamos há poucos anos, com a autoestima elevada, com o reconhecimento em todo o mundo de ser 'o povo mais otimista do planeta'.

RIcardo Mezavila.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Do Quilombo ao DOI-CODI






No Brasil atual existem pessoas que são a vanguarda do atraso, conservadores progressistas, gente que avança para trás, os 'boleiros' diriam que 'dão' de calcanhar para frente. Um fenômeno criado pela 'ola' iniciada na marola do catraca livre em 2013, que serviu de laboratório, balão de ensaio para os protestos que pavimentaram as ruas rumo ao golpe.

Nesse espetáculo bufo potencializado pela mídia, alguns personagens emergiram dos porões da história, outros travestiram-se de oportunistas e colocaram a 'bundinha' de fora.


Entre os que voltaram das trevas estão o coronel torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos mais sanguinários militares da ditadura no período entre 1970 e 1974, quando chefiava o DOI-CODI. Responsável por torturar Dilma Rousseff, ficou 'famoso' na boca do deputado federal Jair Bolsonaro, embusteiro que surfa na onda do golpe.

Outra figura que voltou das trevas pelas mãos dos fascistas foi o bandeirante Domingos Jorge Velho. FIgura estudada nos livros de história, foi um exterminador de índios e negros, tendo sido figura exponencial na destruição do Quilombo dos Palmares.

Ustra e Velho são personalidades nefastas que envergonham a nossa história, mas que são cultuados por uma faixa etária que preocupa pela pouca idade, pela inexperiência política e facilidade de coaptação pelos neofascistas que vêm impondo o ódio de classes através do preconceito e intolerância.

RIcardo Mezavila.