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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Vamos viver essa "Bagaça"






Eu tenho um amigo que nunca admitiu ter medo de coisa alguma. Quando confrontado com algo extremamente perigoso, ele diz que não sente medo, e sim receio. É a forma que ele tem de despistar suas fraquezas. Entre os gêneros também os medos são despistados de alguma forma. O homem tem medo que sua parceira faça sexo, seja possuída por outro homem; a mulher tem medo que seu parceiro deixe de gostar dela para gostar de outra. Tudo dentro da margem de erro, claro.

Segundo estudos, quando nascemos sentimos medo de duas coisas: de cair e do barulho. Todos os outros medos serão adquiridos conforme começamos a perceber o que amedronta as pessoas que nos rodeia. Praticamente a covardia (meu amigo deve sentir falta de coragem) e o medo, vivem um matrimônio consentido e abençoado por muitos que reclamam da vida.

Podemos sentir medo de coisas boas e positivas. O medo de ser feliz e, de repente, por alguma razão, não mais; Medo de assumir um cargo importante e não sentir segurança em sua capacidade; o medo de voar de avião pode impedir que voce conheça lugares belíssimos (sobre voar o meu amigo diz que sente fobia, que é uma doença). Carlos Drumond de Andrade disse que “fomos educados para o medo”, isso é certo, concordo com o poeta de Itabira.

Enquanto vamos sentindo medo o tempo vai passando sem tomar conhecimento das nossas “paúras”. O certo é que a vida tem um fim, que não se pode lutar contra, não é como passar na prova ou vencer uma maratona. Um dia ela chega, assim, parecendo uma camponesa boliviana com sua foice e nos abraça sem que possamos tomar a saideira; na hora eu vou tentar: Peraí, deixa eu escrever mais um pouquinho! A certeza disso devia fazer o grande moinho da alegria girar sempre, todos os dias, com a energia eólica fortalecida pelo vento que sai do sopro de quando estamos sorrindo.


Ricardo Mezavila

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