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terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Peruca, fascismo e golpe



Cena lamentável assistimos nos últimos dias protagonizadas por algumas senhoras, em frente ao Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, onde está internada a ex-primeira Dama, D. Marisa Letícia. Com cartazes em mãos essas senhoras protestavam contra a internação da esposa de Lula no tradicional Hospital, com ironia macabra pediam que ela procurasse o sistema público de saúde.

A origem desse tipo de manifestação está no ódio que a direita, com o apoio das mídias tradicionais das grandes empresas de comunicação, semearam na sociedade logo após as eleições de 2014. 

Derrotados nas urnas, os partidos conservadores iniciaram verdadeira caminhada rumo ao GOLPE institucional que culminou com o impeachment da Presidenta Dilma Rousseff.

De lá para cá o caos se instalou no Palácio do Planalto com denúncias e manobras para a manutenção do projeto principal, a ilegibilidade de Lula para 2018. Para obtenção de êxito a justiça, com cenas patéticas de submissão do STF ao Senado, vem se autodestruindo diariamente, sendo desmoralizada mundialmente por governos e organismos de classes.

O diminuto Brasil de Temer agora treme com a prisão do ex-magnata e capa da Forbes, Eike Batista. O homem do “X” pode delatar esquemas que farão ruir o que já está em ruínas. As corporações Golpistas deram mais destaque à peruca e ao fato de o ex-empresário não ter curso superior, do que a provável devastação que terá no covil dos mentores do Golpe sua delação premiada.

Ainda sobre as senhoras, na ditadura militar foi criada a “liga das senhoras católicas’, que colaboravam com os torturadores. Hoje existe a “liga das senhoras fascistas’ que colaboram com os Golpistas, de Aécio a Moro.


Ricardo Mezavila

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Quando o Maraca era nosso




O Maracanã é o berço da história do futebol. A garra de Heleno, os dribles de Garrincha, a folha seca de Didi, estão eternizados nos 'grandes olhos' dos deuses desse esporte que envolve, transforma e apaixona.

Uma reportagem sobre a situação do estádio atualmente, o surpreendente abandono, cai com grande pesar para quem também tem suas histórias com o velho Maraca dos 'Geraldinos e dos Arquibaldos'.


O governador responsável pelo crime contra a humanidade esportiva está preso. Outros motivos o levaram para a cadeia, mas o mais grave é o de ter dilapidado e esquartejado a casa dos clubes cariocas e de sua torcida.

Lembro, até hoje, da sensação que tive quando subi a rampa que dava acesso à arquibancada. Foi em 1970, o coração quase saiu pela boca quando, depois da rampa, dei 'de cara' com o campo e todo o complexo das arquibancadas, cadeiras e a sagrada geral.

Tornei-me íntimo daquele templo e, pouco tempo depois, assistia a jogos do lugar que quisesse. Eu e a minha turma chegávamos antes dos 'samangos' e pulávamos o muro. Da geral a gente ia para as cadeiras, depois arquibancada, cadeiras numeradas, tribuna de honra...

Melhor que assistir jogos da Tribuna, era quando subíamos para o anel superior, lá pertinho dos refletores. Assisti alguns jogos dali e parecia jogo de botão. Os jogadores eram 'formiguinhas' e os torcedores o 'formigueiro'.

Estamos atravessando uma síncope estrutural, não só aqui, mas em todo o mundo. O presidente brasileiro é um vampiro golpista, mas o dos norte-americanos o que é? Homens estranhos estão assumindo o poder e fazendo dessa época um momento e um lugar triste.

A solução para para a humanidade seria a volta da 'Geral' em grande estilo.


Ricardo Mezavila

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

A receita






A raiz da violência gera frutos rivais da mesma árvore. No dia em que você e o outro se respeitarem, poderemos conhecer paladares menos azedos, pessoas mais doces, governos menos corruptos e uma sociedade tolerante com as diferenças. Crimes como o do Metrô de São Paulo, um massacre covarde e absurdo, não aconteceriam todos os dias.

Os acontecimentos desse ano de 2016, em todos os setores, vai gerar uma retrospectiva agnóstica que direciona para um futuro pessimista. Foram tantas as barbáries, a falta de perspectiva para 2017 é tão imensa, que vai faltar convidado e sobrar mesa na festa do réveillon.

Não há o que comemorar quando não se tem liberdade de viver com intensidade, sem o medo de ser agredido por opção sexual ou de religião; de ser perseguido por posições ideológicas, ou de ser multado por não ser ‘amigo’ do guarda da esquina.

A palavra deboche deveria substituir a palavra ‘ordem’ na inscrição da desrespeitada bandeira nacional. Os parlamentares debocham de todos nós com cinismo, que deveria substituir o ‘progresso’. Tudo isso sob as asas da impunidade constitucional, da conivência e dos abusos da justiça seletiva e da mídia perversa que idiotiza e manipula.

A teoria do sistema ‘teo-científico-político-pedagógico’ sugere uma pirâmide sustentada pelo erro primário da admissibilidade do poder de uma casta sobre outra. A religião e a ciência estão no topo e de lá orientam seus políticos que, bem amamentados, produzem leis que oprimem, ameaçam e castigam. Essas leis servem de base pedagógica para a regulamentação da sociedade indefesa. A receita está pronta, os algozes podem se servir!

Apesar dessa onda negativa, desses dias nebulosos de trovões temerários, o amor ainda gera e semeia frutos saudáveis. Não vou repetir as palavras usadas nos discursos dos ‘especialistas’, mas o que disse Bob Dylan em Blowin in the Wind: “Quantos anos uma montanha pode existir até ser varrida para o mar? Quantos anos algumas pessoas podem existir até serem deixadas livres? Quantas vezes um homem é capaz de virar a cabeça e fingir que não vê? A resposta, meu amigo, está soprando no vento.”

Ricardo Mezavila




quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Manifesto dos Analfabetos Políticos





Pra não esquecer: A massa manobrada é a responsável pelo congelamento de investimentos na Saúde e na Educação; pelo absurdo de transformar trabalhador novamente em escravo. Entregaram o país nas mãos das piores ratazanas, os parlamentares mais sujos estão com a faca e o queijo e isso não se questiona, está tudo posto na mesa. Com o afastamento de Dilma, ruíram o Congresso e o Judiciário. As instituições democráticas foram à nocaute, estão caídas na lona e não tem juiz digno de contar até dez. Essa imagem resume e é a capa do 'Manifesto dos analfabetos políticos'.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Place du Bangu








Peguei emprestada a frase de uma canção que diz - ‘não desejamos mal a quase ninguém’ - quando li que a ex-primeira dama do Estado do Rio de Janeiro, agora detenta Adriana Ancelmo, foi presa. Trocou seu luxuoso endereço no Leblon e está instalada em uma cela na Cadeia pública Joaquim Ferreira de Souza, no Complexo penitenciário de Gericinó, em Bangu.


A nova ‘mansão’, de seis metros quadrados, da menina dos dedos de anéis de ouro é composta por uma beliche de alvenaria, uma pia e um vaso sanitário no chão. O desjejum da madame é pão com manteiga e café-com-leite. O banquete é diversificado, ela pode optar por arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha (peixe, frango ou carne moída), legumes, salada, sobremesa e refresco. Está bom demais.


A patricinha paulista da zona sul carioca tem direito a banho de sol, sem a areia de Ipanema, a brisa do mar ou a vista do pôr do sol do Arpoador. Seus convidados não receberão convites ou ficarão sabendo de suas fanfarrices pelas revistas de celebridades. Para visitar a princesa de Gericinó é preciso um cadastro na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e passar por revista íntima.


Adriana usufruiu de muito dinheiro ilícito, afanou o erário, abocanhou verbas públicas, é digna de todos os adjetivos possíveis que definam roubo. Ela é membro da quadrilha liderada pelo seu esposo que também está preso no mesmo endereço. O presídio que abriga o casal de ‘pombinhos’ foi, olha só, inaugurado pelo cabeça da família, em 2008.


‘Riqueza’, como Adriana era mimosamente chamada pelo ex-governador, não poderá ver de sua janela o mítico Hotel Copacabana Palace, lugar que costumada receber seus convivas para noites inesquecíveis, nem poderá comprar ingressos para o próximo show do U2.


Ninguém é bobo de acreditar na justiça brasileira, por isso o desejo torto dessa maldadezinha não vai durar muito. Logo a lapidada senhora das noites de Mônaco estará pisando nos tapetes aveludados com sua coleção de Christian Loubotin, chacoalhando seus braços cobertos de Cartier e H.Stern.


Ricardo Mezavila.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O que é isso? (fragmentos do golpe)



As 'manifestações' estão de volta às ruas insufladas por aquelas organizações de exterma direita - MBL entre outras - que recebem verba de políticos perversos, como os senadores Aécio e Caiado. Um desses grupos reacionários conseguiu eleger um vereador em São Paulo, um jovem que atende por 'Hollyday'. O vereador eleito é contra as cotas para negros e é homofóbico. Não fosse ele negro e gay seria somente um fascista a mais eleito por seus pares.


As manifestações desbotadas como as de ontem, onde a maioria não sabia porque estava ali, foi um desfile deprimente que as câmeras da mídia corporativa divulgaram, mas que seus microfones omitiram para evitar as verbalizações aleatórias, dissolvidas em comentários vazios e carregados de ódio.


Se a pessoa que estava na manifestação parasse para pensar não se deixaria levar pelo apelo quase dantesco para que fosse protestar. Se ela saiu às ruas para pedir impeachment era porque queria que a Presidenta Dilma saísse e deixasse o caminho livre para o PMDB de Temer, Cunha e Renan; e o PSDB de Aécio, Alckmin e Serra. Será que pensavam que era só tirar Dilma que Jesus desceria na Terra? Esse é o lado inocente útil que tanto falo. 


Hora nenhuma esse pessoal das 'ruas' contextualizou que estavam ferindo de morte a democracia, que estavam tirando um partido que em doze anos avançou nas investigações contra a corrupção, que aparelhou a PF e deu autonomia ao MP. Não sabiam que em oito anos de governo do PSBD houve 48 operações e nos governos PT, mais de 2.300 e prisões aos montes.


A judicialização da política foi a ferramenta que as oligarquias encontraram para demonizar quem avançava sobre eles. O PT cortou na carne, fez avanços sociais que não cabe ficar citando, como nenhum outro governo. Isso incomodou e o partido passou a ser atacado nos telejornais, revistas e, como a população é pouco ou quase nada politizada, comprou a ideia de que a culpa de todos os males eram do PT e do Lula.


Transformar os factóides anti-petismo e anti-lulismo em manifestações foi tarefa fácil para os caciques da direita já que as TVs bombardeavam o dia inteiro e incluíam em suas programações os espetáculos dos 'juízes' de Curitiba e seus 'powerpoints' dissimulados.


Com o Golpe e a ascensão de Temer o país foi desmoralizado internacionalmente, a economia está à deriva, a corrupção continua de forma escancarada, agora dentro do Planalto com a participação do Presidente. Ministros agem com truculência e senadores governistas declaram que queriam tirar Dilma para estancar as operações, principalmente a lava jato. Foi o que fizeram, tiraram uma pessoa honesta, com apoio do ódio fabricado que vinha das ruas, e assumiram o controle da nave.


Então, o que é isso? Os mesmos que puseram Temer, Renan e Maia no poder e que apoiaram um judiciário vendido que quer superpoderes para abusar de autoridade, voltam às ruas para protestar? Isso é estranho, eles protestam contra eles mesmos, é um caso de esquizofrenia cidadã avançada, ou síndrome de Estocolmo, quando a vítima se apaixona pelo seu algoz.


Em respeito aos movimentos populares, as ocupações dos estudantes, as reivindicações dos professores, dos servidores, das empregadas domésticas, dos trabalhadores rurais, das comunidades indígenas, trabalhadores informais, dos operários que madrugam dentro de um transporte para educar seus filhos; em respeito às crianças, jovens, adultos e idosos, independente de raça, religião, gênero ou de tribo; alimento um sonho, quase 'Martiniano', de que o Brasil vai encontrar a porta e atravessar a ponte de volta aos braços da democracia. Se Jesus voltasse iria ratificar o que disse o latino Papa Francisco: 'Comunistas pensam como cristãos'


Ricardo Mezavila.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

A última morte de Fidel Castro





O comandante em chefe da Revolução cubana, Fidel Castro, era a maior personalidade viva do século passado.  Sua trajetória todos sabemos, suas guerras contra o imperialismo, contra a opressão capitalista e a guerrilha desenvolvida em Sierra Maestra contra o exército de Fulgencio Batista, que levou Cuba a ser o primeiro país socialista do hemisfério ocidental.

Antes da Revolução, que teve êxito em 1º de janeiro de 1959, Cuba era quintal dos norte-americanos, parque de diversão de milionários, artistas e políticos. O capitalismo fazia a dança dos dólares na ilha ao mesmo tempo em que oprimia e humilhava seus habitantes.

A proclamação da República de Cuba, a implantação do Estado Comunista, a aproximação com a União Soviética, que instalou armas nucleares em território cubano, aliado ao ‘perigo’, segundo a CIA, de que a revolução cubana fosse parâmetro para outras revoluções no continente, levou os Estados Unidos a promoverem o maior bloqueio econômico da história, além de tentarem assassinar o líder cubano por diversas vezes.

Em uma das tentativas, há muita lenda nisso, os EUA enviaram charutos envenenados para Fidel, também tentaram contra a vida do Comandante presenteando-o com canetas tóxicas. O que vai ficar para a história foram a invasão da Baía dos Porcos e o embargo que fez com que a Organização dos Estados Americanos – OEA – excluísse Cuba dos acordos comerciais. Fidel morreu várias vezes e em todas conseguiu ficar de pé e sair andando.

Apesar de todas as tentativas de desmonte do que passou a ser a ‘pedra’ no sapato imperialista, Cuba tornou-se referência para intelectuais e artistas, referência na medicina e na educação. Um país, tratado como ‘uma ilha’, conseguiu sobreviver com o que tinha, sem ficar de joelhos para o mundo ocidental e suas aberrações e injustiças sociais.

O povo cubano tinha admiração, respeito e carinho por Fidel. Ele recebeu o apelido de “El Caballo’ durante inflamado discurso de horas, logo após tomar a cidade de Havana com seus companheiros. Em meio ao discurso, uma revoada de pombos circulou sobre sua cabeça e um deles posou em seu ombro tendo ficado aí por muito tempo. O pombo é símbolo de Oxum em Cuba e o povo começou a gritar: ‘El Caballo de Oxum”.

Fidel Castro não era imortal, pelo menos fisicamente, e foi acometido de grave doença que o afastou das Praças e do Povo. Depois de sobreviver aos vários atentados e conseguir sustentar um governo a base do nacionalismo e da bravura, teve que pedir licença da vida e subir Sierra Maestra mais uma vez, sem as metralhadoras, mas ao lado de camponesas guerrilheiras que desceram para conduzi-lo à eternidade.

“Hoje, milhões de crianças dormirão nas ruas. Nenhuma delas é cubana” (Fidel Castro)

Ricardo Mezavila é escritor.



quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Hair Peace, Bed Peace.






O mundo está passando por um retrocesso em vários setores, principalmente na cultura. Na política e diplomacia, o retrocesso virou degradação. Pensar que até o cabelo já foi sinônimo de liberdade e paz em um mundo em guerra...

O vento retrógrado involuiu para uma ventania de conservadorismo, que armou uma chuva de areia de grãos perigosos, de viéis extremista e autoritário.

Uma cena como protagonizaram Lennon e Yoko, quando passaram um mês num quarto de hotel em Amsterdã, protestando pacificamente contra a guerra, promovendo a paz, é impensável nos dias atuais.

Não existem ícones engajados por uma sociedade livre e justa; se existem, não interessa aos que têm voz divulgar qualquer ação que conteste o status quo.


Bob Dylan foi premiado com o Nobel de literatura, o que teria grande relevância nas décadas de 1970 até final dos anos oitenta, mas que foi friamente tratada por todos, até pelo próprio Dylan que sequer se manifestou em relação a isso.

De uma certa forma ficamos órfãos das vozes de pessoas públicas com autoridade para superar os muros da intolerância e rearrumar o palco para o espetáculo real, onde no 'vale tudo', vale ser, essencialmente, livre e feliz.

Todos compartilham preconceito, intervenção, ocupação, corrupção, operação, homofobia, misoginia.

All we are saying is give Peace a chance!



Ricardo Mezavila

















quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Eles se acham os "eleitos'




Com a vitória do bispo licenciado da igreja universal do reino de Deus, Marcelo Crivella, para prefeito do Rio de Janeiro, o mar vermelho vai se abrir e os evangélicos marcharão para a terra prometida: Brasília. O caminho vem sendo pavimentado há muito tempo e a materialização disso são os luxuosos templos construídos, como a sede de Del Castilho, que reúne milhares de pessoas e o não menos faraônico Templo de Salomão, em São Paulo.

A ostentação desse grupo que vende a fé para uma maioria de desesperados como se fosse mercadoria, é o avesso do que o filho de Deus pregou. O que Jesus disse não é o que está traduzido no livro considerado sagrado, esse serve para perpetuar a escravidão milenar,  o preconceito, a homofobia,  a opressão pelo poder, pelo enfraquecimento coletivo, que foi a marca daqueles tempos e ainda o é até os tempos atuais.

O que vimos durante a campanha foi o crescimento do ódio plantado em 2014 logo após a derrota dos conservadores nas eleições presidenciais. Os eleitores de Marcelo Crivella pertencem a um grupo leigo e ignorante, pagador de dízimo e que sustenta a riqueza dos que praticam o charlatanismo; e um outro grupo, os que foram contaminados e alimentados pela mídia golpista com o sentimento anti-petista, que se alastrou por toda a esquerda.

Sempre ouvimos que não se deve misturar política com religião, mas os eleitores de Crivella não conhecem essa máxima, não conseguem contextualizar a ameaça que representa esse grupo fortemente armado da fraqueza alheia, da humildade do outro, da ignorância e da boa-fé daqueles que não enxergam a sua importância individual e sua força coletiva.

Vence uma guerra aquele que detém a informação, que consegue com que o outro se autodestrua, se enforque com as próprias mãos. Controlar a informação e usá-la para o bem próprio é uma arma mais poderosa do que aquelas que produzem efeitos visuais de cogumelos.

De positivo foi o crescimento do PSOL e a mobilização popular em torno de seu programa, as ocupações das escolas públicas contra a PEC 241, o surgimento de lideranças estudantis por conta das manifestações, isso deixa o horizonte menos distante e nos aproxima ainda mais das discussões por uma resistência íntegra, leal e honesta.


Ricardo Mezavila