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terça-feira, 31 de maio de 2016

Vocês afastaram a Presidenta para isso?



Se o discurso ideológico de quem defende sua opinião é desagradável para algumas pessoas, o radicalismo de quem não tem opinião e tenta desmontar a do outro, é muito mais. Vimos isso nos últimos meses durante a polarização dos que são contra e pró-impeachment. Quem defendia e ainda defende o impedimento da Presidenta o faz, ou fazia, de forma intuitiva e reprodutiva.

Nos frequentes debates não ouvimos defesa do impeachment de maneira consistente, fundamentada. O que vimos foram preconceitos, sexismo e o insuportável antipetismo que a mídia disseminou na sociedade. O tema ‘corrupção’ tem sido muito recorrente, e tem que ser, o país está afundado nela desde o seu descobrimento, mas as bocas que a repudiam são cheias dela.

O processo de impeachment está em curso, a Presidenta está afastada, o Senado deve votar em agosto. O governo impostor está a quinze dias no poder e já exonerou dois ministros por corrupção. O que seria uma ‘limpeza’ nas contas públicas se transformou em um derrame de lixo. O órgão internacional de combate à corrupção, a Transparência Internacional, emitiu nota de repúdio contra o ministro da transparência, agora exonerado.

O presidente gambiarra é vulnerável ao sistema corrupto que seu partido, o PMDB, comanda há décadas. Está virando eminência parda de seu próprio governo e passando recibo de fraco perante a comunidade internacional. Outros ministros serão exonerados, há pelo menos, mais sete envolvidos na operação lava jato.

Os meios de comunicação estão fazendo de tudo para manter o país ‘sossegado’ mas não estão conseguindo. Há ocupações em vários prédios como os do Ministério da Cultura, extinto pelos neoliberais; servidores entregaram seus cargos ante a permanência do ministro da transparência. Os repórteres e os comentaristas do PIG (partido da imprensa golpista) estão sofrendo um surto de gagueira, não conseguem esconder o nervosismo quando tentam explicar para a opinião pública a ‘merda’ que fizeram.

Ainda não sabemos o resultado oficial disso, mas as consequencias já estão aí distribuídas nas defesas, algumas inacreditáveis, de quem insiste em afirmar que não vivemos um GOLPE parlamentar, que Michel Temer representa a mudança, que o PSDB, aquele que está na bandeja, não vai vender o Brasil. Dizem por aí que, caso o impeachment seja rejeitado no Senado, Dilma Rousseff vai voltar e encontrar uma ‘armadilha’ governamental montada por esse grupo GOLPISTA, deixando seu governo amarrado aos acordos que estão promovendo.


In time: Na esfera estadual temos o governador Luiz Fernando Pezão afastado por motivo de doença. O governador interino, Francisco Dornelles, um velho político oportunista, disse que por ele o crime de estupro, como o que aconteceu com a adolescente na Praça Seca, é hediondo e merecia a pena de morte. #CasaUmComSuaOpinião.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

Reféns das bravatas



As coisas estão se desmontando, as panelas adormecem nos armários, os que aderiram ao impeachment estão desmoralizados, os domingos cariocas estão sem os ‘coxinhas’ uniformizados passeando nas praias, a FIESP não serve mais filé mignon aos patos na avenida Paulista.. A conta do GOLPE está chegando e não vai ficar barato.

Muitos deputados que votaram veementemente pelo SIM no Congresso, naquele circo dos horrores, quando dedicaram seus votos às causas mais estapafúrdias, estão escondidos da vida pública.

Como o deputado de Minas Gerais, Caio Nárcio, do PSDB, que justificou seu voto dizendo, enrolado em uma bandeira brasileira: "Por um Brasil onde meu PAI diz que decência é obrigação...". O pai do deputado, que é ex-deputado, foi preso nessa manhã por corrupção.

Quinze dias passados e o novo governo, o que iria salvar a pátria passa todo o seu tempo tentando salvar seus párias. O cerco está fechando em torno dos GOLPISTAS, após a divulgação das gravações do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado.

Um ministro caiu em uma semana e, agora, um outro, o ministro da transparência, Fabiano Silveira, também está pendurado depois que aconselhou o presidente do senado, senador Renan Calheiros, a escapar das investigações e desestabilizar a operação lava jato.

Sem falar que o governo GOLPISTA acabou com os subsídios para programas sociais como o Minha Casa, Minha Vida, para a primeira faixa, aquelas famílias com renda até mil e oitocentos reais. Decretou o fim do Ministério da Cultura, tornando-o um ‘puxadinho’ do Ministério da Educação.

O Congresso aprovou a meta de déficit primário de cento e setenta bilhões, economia que o governo tem que fazer para pagar os juros da dívida, mas negou o mesmo benefício ao governo da Presidenta Dilma, mesmo com o déficit de oitenta bilhões, que representa menos da metade do atual aprovado, para provocar o aumento da crise econômica e a consequente impopularidade da Presidenta.

O governo fantasma avança na lama que se alimenta, criou a bravata da luta contra a corrupção e montou uma organização para acabar com os processos de investigações vigentes, ‘estancar a sangria’, como eles mesmos disseram, e agora são reféns de seus crimes parlamentares.

Em tempo: o estupro coletivo sofrido pela menor no Rio desnudou o machismo da nossa sociedade e a banalização da vida. O excesso de exposição virou obsessão, quanto mais hediondos forem os vídeos e as fotos, mais orgulhosos ficam seus autores.



Ricardo Mezavila.


domingo, 29 de maio de 2016

As escolhas que não fizemos





Imagine que, de repente, você acorde em um dia qualquer, um domingo, por exemplo, e perceba que tudo ficou estranho de um dia para o outro. Não é uma mudança física, você ainda conserva o sobrepeso, a calvície e a lombalgia, mas tem alguma coisa que não bate e que te incomoda.

Isso acontece muito mais do que imaginamos, mas não percebemos, porque não fazemos a leitura correta daquilo que está escrito nas pautas do tempo. A percepção de que ‘tudo ficou estranho’, é somente o sentimento inesperado daquilo que não escolhemos, mas que permanece em algum lugar, como aquele objeto que nunca mais usamos.

Não há nada de errado em imaginar como seriam nossas vidas se tivéssemos feito outras escolhas, se utilizássemos o ‘plano b’ com mais, ou menos frequência; se pegássemos mais, ou menos atalhos; mais, ou menos desvios.

O pacote completo daquilo que somos deve conter as considerações que poderíamos ter sido mais, ou menos sérios; mais, ou menos permissivos; mais, ou menos medrosos. E, por falar em medo, nada é mais repressor do que não ter a coragem de escolher a porta por qual entrar e, principalmente, a porta por qual sair, quando partir for a melhor escolha no momento.

Respire fundo, saia da frente do ‘estouro da boiada, ’ para não ser atropelado pela pressa de quem quer que você decida logo. Tenha calma para olhar o domingo com utopia e razão, mas não deixe de laçar um boi da boiada, tenha o cuidado de não deixá-lo na sombra, porque ele pode perder melanina e ficar pálido, escolha por deixá-lo no sol, com protetor solar.

Ricardo Mezavila.











            

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Essa noite eu vou cuspir na sua sepultura







Depois que Alexandre Frota, (argh!), foi recebido pelo ministro da educação, para apresentar um projeto que tem por base a desconstrução das ciências sociais, da sociologia, porque proíbe que se fale de política em sala de aula, seria o caso de chamar o cineasta José Mujica, o Zé do Caixão, para escrever uma sinopse que representasse o atual governo.


Esse governo já nasceu pronto para ser inspiração de filme de terror. Tem o presidente vampiro, Michel Temer; o ministro das relações exteriores, José Serra, que é conhecido como morcego ou aedes aegypit; ainda tem os apoiadores como Eduardo Cunha, o Freddy Krueger, que está no imaginário popular e Aécio Neves, o Miachel Myers, personagem sombrio que teria estrangulado a própria irmã.


As horripilantes declarações do deputado Jair Bolsonaro inspirariam diálogos fascistas, de conteúdos racistas, misóginos e homofóbico. Seria o discurso dos assassinos em série, que matariam negros, mulheres e gays. 


O deputado e pastor Marco Feliciano faria o papel do anticristo, porque engana, se apoia na tese errática de que “meu reino faz parte desse mundo’; não obedece aos mandamentos escritos nas tábuas de pedra. Feliciano tem rabo, chifre, é uma alma sem luz, uma imagem que não reflete”.


Fazendo ponta no thriller, os manifestantes pró-impeachment retornarão às ruas com seus uniformes pró-GOLPE, gritando palavras vazias e sem sentido. Serão os zumbis que atacam em grupo preparando o caminho para o ´conde Drácula' assumir o poder. 


Para a sustentação da história é preciso que haja um contraponto, aquele que se opõe ao estabelecido pela trama. Esse personagem pode ser inspirado no Deputado Federal Jean Wyllys. Tendo como defesa a saliva dos movimentos sociais, ele atinge o GOLPE com seu cuspe democrático, que pretende exorcizar da vida pública os mortos-vivos da política.


Ricardo Mezavila.



Desculpa, querida!




Com o cenário atual após o afastamento da Presidenta Dilma Rousseff, o enredo do GOLPE vai tomando forma e a trama vai sendo compreendida em capítulos. O STF, a maior instância do poder judiciário, está desmoralizado, seus ministros envolvidos em esquemas de favorecimento e, como disse o ex-presidente da Transpetro, braço logístico da Petrobrás, na gravação com o senador Renan Calheiros: ‘Nunca vi um Supremo tão merda’.



Em um país menos imperfeito, o STF seria dissolvido com as acusações que caem sobre seus membros. Na gravação, Renan Calheiros diz que os ministros do supremo estavam ‘putos’ com Dilma por conta de dinheiro. Renan diz na gravação que Ricardo Lewandowski, presidente do STF, foi ao encontro de Dilma e a Presidenta teria dito que pensava que o encontro seria de alto nível para tratar da conjuntura política, mas ele ‘só veio falar de dinheiro. Isso é uma coisa inacreditável’, disse Dilma a Renan.



O governo provisório tem no comando um presidente impostor que nomeou vários investigados para seu ministério, lhes dando foro privilegiado. Em menos de duas semanas o governo teve uma baixa no ministério. Romero Jucá, ministro do planejamento e articulador do governo, que é investigado na operação lava jato foi exonerado, depois da gravação em que desmonta a tese do impeachment e fortalece o objetivo do GOLPE. Jucá disse que o plano para barrar a lava jato teria como meta tirar Dilma e colocar Temer, só assim ‘estancariam a sangria’.



A Presidenta contrariou políticos quando vetou o financiamento empresarial de campanha; a FIESP, quando vetou a precarização do trabalho evitando as consequências da desproteção social; os corruptos, quando liberou a PF para investigá-los, além de não ter cedido às chantagens do ex-presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha.



Agora que o GOLPE foi revelado e a natureza corrupta desse governo exposta, não custa refletir sobre o contexto, analisar se o impeachment foi constitucional. Se não seria mais produtivo cobrar do Congresso que trabalhasse, que não emperrasse as pautas do governo, alimentando a crise para impopularizar a Presidenta diante da opinião pública, que agora, com a verdade descoberta, percebeu que era só para tirá-la do governo para barrar as investigações.



Mesmo consciente, desde sempre, de que a oposição trabalhava nos bastidores junto com a mídia e com o grande capital, incorporado nos interesses da FIESP; mesmo atento na defesa da democracia e apontando a injustiça histórica que se desenhava, sinto-me responsável pela crise que não criei, que não defendi; responsável pelas mãos fascistas que não apertei, pelos gritos racistas que não gritei, pelas camisetas amarelas que não vesti, pelos ‘pixulecos’ que nunca segurei. Sinto-me responsável pela vergonha que não sinto, pelo analfabetismo político que não tenho, por tudo, peço desculpas a Presidenta Dilma Rousseff.



Ricardo Mezavila. 









terça-feira, 24 de maio de 2016

Esparadrapo na democracia




Michel Temer, presidente provisório e impostor disse que, para quem o está chamando de 'frouxo', que foi secretário de segurança pública do Estado de São Paulo e que lidava com bandidos.


Esse tipo de comentário, totalmente desnecessário, ainda mais vindo de um presidente, interino, mas presidente, mostra o quanto Temer está desequilibrado e sem confiança.


Parecia mais uma auto-afirmação, um recado para quem afirma que ele é capacho de Eduardo Cunha, do que uma mera referência a um período em que tinha que ter pulso forte para estar no comando de uma secretaria tão complicada.


Michel tem demonstrado falta de conexão com as ruas e inacreditável ausência de senso crítico para montar um governo. 


Fosse Michel Temer comprometido com a democracia, não teria conspirado contra o governo e, assumindo, não teria montado um ministério de corruptos investigados.


Não tendo afeição ao povo, Temer pediu que os deputados e senadores que o apoiam, não deem ouvidos às ruas, aos movimentos populares. 


Sei não, mas esse presidente gambiarra não emplaca até 2018, mesmo porque ainda acredito que a Presidenta de fato, Dilma Rousseff, retorne ao cargo pelo bem da democracia.



Ricardo Mezavila.





Como agem os parasitas


A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal, como ficou claro pela escuta telefônica do ex-ministro provisório Romero Jucá, faz parte da quadrilha que tenta manter o GOLPE na democracia.



Grave também foi sua colocação sobre as Forças Armadas, que estariam preparadas para qualquer ação e que estavam monitorando o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra.


A acusação sobre o senador e candidato derrotado às eleições de 2014, a eleição que não acaba, Aécio Neves, deixou uma interrogação com som de terremoto. 


Jucá disse que 'todos conhecem os esquemas de Aécio' e que 'se não pararem a Lava Jato, o PSDB iria para a bandeja e Aécio, o primeiro a ser comido'.


O STF parece alheio a tudo e mantém o silêncio diante de tanto barulho constitucional. 


Enquanto isso, o presidente impostor não pode ir às ruas porque é um GOLPISTA declarado e aloprado. Temer é rejeitado pelo povo, seus homens dos ministérios são investigados por corrupção.


Esse governo é um embuste, desonesto e entreguista. Não tenho dúvidas de quais são seus objetivos.

Quais são os esquemas de Aécio?


Ricardo Mezavila



































Tá feliz, pato?






A polícia federal, o MP e todos os órgãos da justiça estão fortalecidos depois que a Presidenta Dilma Rousseff apoiou as operações contra a corrupção.



Prova disso foi a gravação reveladora do ministro do planejamento, Romero Jucá que, claramente, disse que para obstruir a operação lava jato, só derrubando Dilma e colocando Temer.



Disso sabíamos e denunciamos desde outubro de 2014, quando a oposição, não conformada com as sucessivas derrotas nas urnas, partiu para o GOLPE parlamentar. Agora o ex-ministro provisório repicou aquilo que vínhamos dizendo: “Tem que derrubar o governo para estancar essa sangria”, ou seja, acabar com as operações e salvar suas peles. 


Parte da população que sempre viveu na acomodação política, mas que pediu 'fora Dilma', tinha que fazer uma reflexão para entender que a democracia foi violentada, que os meios de comunicação são parciais, assim não seriam manipulados novamente.


Esse governo provisório é uma vergonha, uma falta de ética, uma enorme farsa financiada pela FIESP, pelos setores conservadores e a mídia. Os integrantes desse governo GOLPISTA estão entrando pelas portas dos fundos em todos os eventos que participam, dentro e fora do país.



Espero que esse momento sirva para que as pessoas, antes de apoiarem movimentos desse porte, analisem os lados, leiam sobre a história e, principalmente, ouçam as opiniões divergentes. 



O risco de estar nas ruas de mãos dadas com fascistas, racistas, misóginos, neonazistas, gritando uma palavra de ordem, é uma possibilidade real. Se alguém tinha dúvidas sobre o GOLPE...





Ricardo Mezavila.

domingo, 22 de maio de 2016

Uma legião de Madalenas




Meu primo Rivaldo, atleta e socialista, postou uma frase mais ou menos assim: ‘Toda corrida é dolorosa, mas quem treina suporta a dor’. Devia ser o caso dos senadores, entre eles Cristovam Buarque que, segundo o ‘Correio de Brasília’, deve pedir anulação de seu voto a favor do impeachment porque está se complicando com a opinião pública.

Outro caso é do experiente jurista Hélio Bicudo que, segundo o Brasil 247, se manifesta contrariamente e reprova as nomeações de Michel Temer com a ‘mesma liberdade e o mesmo sentimento patriótico’. 

O Jornal do Brasil noticiou que o presidente do Senado Renan Calheiros sobe o tom e chama Michel Temer de conspirador. A guerra na cúpula do PMDB, com direito a bate boca em público questiona, além do presidente interino, suas lideranças no Congresso. Calheiros comparou Temer a ‘mordomo de filme de terror’.

A Folha de São Paulo alerta que Michel Temer produz ‘escândalos futuros’, principalmente pela indicação do deputado André Moura para o posto de líder na Câmara. O deputado é réu em três ações penais no Supremo Tribunal Federal e é o maior aliado do ex-presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha.

No site ‘Isso é Notícia’ o ministro da agricultura, mais conhecido como o ‘rei da soja’, Blairo Maggi, dono de uma forte empresa no ramo de agronegócios que, como senador, foi relator de emenda contra o licenciamento ambiental, disse que ‘não é justo acomodar índio e desacomodar uma família’. A frase está no contexto de sua declaração sobre a indenização, pelo Estado, aos produtores desalojados para demarcação de terras indígenas. Ué, índio não tem família, não? 

E para terminar mais uma postagem do sempre atento primo Rivaldo: “Governo veta aumento para aposentados. ‘Aê, dona Maria, tá feliz agora’?”.



Ricardo Mezavila.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

Da euforia à mediocridade


A ministra do supremo, Rosa Weber, pediu que a Presidenta Dilma explicasse o porquê do uso da palavra GOLPE em seus discursos. O artigo V, inciso IV da Constituição responde à ministra: "É livre a manifestação do pensamento”. Está claro que é uma tentativa de intimidação, de censura, para que o impeachment sobreponha ao GOLPE.

E, falando em golpe, parece que o mercado não está se comportando como apregoavam os carniceiros da economia do PIG, a bolsa afundou e o dólar disparou. 

Interessante que o mercado se 'assanhava' com notícias sobre o impeachment. O que deu errado? Será que Temer não é a carniça certa e tem mais um GOLPE na manga dos investidores?

O ministério de 'notáveis' corruptos não seria impedimento para a entrada de investimentos, aliás, falam todos o mesmo idioma. Então o que seria? Para que tanto empenho no afastamento de uma Presidenta honesta?

Talvez o anunciado corte nos programas sociais, o envolvimento de nove 'notáveis' ministros na operação lava jato, a ficha suja e a inelegibilidade do próprio presidente provisório, o governo paralelo de Eduardo Cunha que conseguiu, mesmo afastado, emplacar o deputado André Moura, que tem contra si uma suspeita de homicídio, na presidência da Câmara, sejam impedimento para que a economia tome fôlego.

Por outro lado, a mídia continua fazendo a sua parte, já são nove dias sem falar em crise, parece campanha da CIPA e dos alcoólicos anônimos. O PIG está em abstinência absoluta.

Ministra, pergunte ao mundo o porquê de chamarmos o GOLPE de GOLPE.


Ricardo Mezavila.