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quinta-feira, 4 de julho de 2019

O quatro de julho brasileiro




A data que o Brasil comemora a sua Independência, embora haja controvérsias quanto ao fato, é o dia sete de setembro. Nesse dia, em 1822, o príncipe D. Pedro I, fez a encenação no riacho do Ipiranga e, levantando sua espada, declarou a nossa independência.

A comemoração pela independência de uma nação é algo particular, pertencente a história de um povo específico. Nessa data comemoramos o triunfo da liberdade, mas também fazemos reverência àqueles que morreram por ela, os mártires e os anônimos que lutaram por um país livre e soberano.


Nunca antes na história de qualquer nação, o representante máximo desta, comemorou a independência de outra. Pela primeira vez assistimos envergonhados e incrédulos, o presidente do Brasil comemorar a independência de outro país: Os Estado Unidos da América.

É a subserviência em grau máximo, a bajulação em nível jamais atingido. Com essa atitude, Jair Bolsonaro coloca o povo brasileiro abaixo do chão, faz o enterro simbólico do Brasil como nação.

Um de seus filhos bajulador e servil, orgulhoso publicou : "Comemoração da independência americana, na Embaixada EUA. Foi a 1ª vez que um Presidente do Brasil esteve presente na embaixada nesta ocasião. É o Brasil saindo do mundo bolivariano e entrando no rol de países respeitados internacionalmente".

Para esses sabujos, entrar no rol dos países respeitados é adular sem constrangimento, é servir de mula de carga, de lata de lixo, de latrina. O brasileiro progressista precisa, e com urgência, levantar a espada.

RIcardo Mezavila.

terça-feira, 2 de julho de 2019

Passando pano



O presidente Jair Bolsonaro está comemorando assinatura de um acordo Mercosul e União Europeia engavetado desde 1999, porque não é bom para Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

Esse acordo abre o mercado para licitações de empresas europeias, enfraquecendo mais ainda a engenharia e indústria nacional. O presidente comemora a perspectiva de que 'vamos vender mais commodities agrícolas'.


O acordo também foi assinado para dar um gás na candidatura de Mauricio Macri na Argentina. Com isso os fracassos dos governos Bolsonaro e Macri ficam menos evidentes e eles faturam com o factoide.

A sociedade ligada na imprensa comercial não entende sobre o acordo, mas passa pano. Assim como passa pano para Carlos, Flávio e Eduardo, filhos de carreira de Bolsonaro. Um mais envolvido em crimes do que o outro, mas são tolerados porque não são 'esquerdopatas'.

O filho do Lula, ninguém sabe seu nome, foi perseguido com fake news que apontava que era dono da Friboi, da Oi, que tinha uma Ferrari dourada, que era dono de ilhas em Fernando de Noronha, a sociedade não perdoou e compartilhou como se fosse verdade.

Já com os três porquinhos, ou patetas, que interferem no governo do pai, participam de milícias, homenageiam assassinos, empregam criminosos como assessores, a sociedade hipócrita minimiza e passa o pano.

Outra passada de pano é em relação ao ministro Moro, pego em crimes irrefutáveis. Mesmo com todo o material provando seus conluios com procuradores da força tarefa da Lava Jato, para perseguir e prender inocentes, extorquir empresários em troca de delações falsas, com tudo publicado nos principais jornais do mundo, os canalhas ainda organizam manifestações em sua defesa.

Militar da comitiva presidencial que ia para o Japão, tentou traficar 39 kg de cocaína em avião da Força Aérea Brasileira e foi preso na Espanha. O general que é do gabinete de segurança nacional disse que é normal, enquanto o ministro da justiça disse que foi um caso isolado. Se fosse com Lula ou Dilma...

Ricardo Mezavila.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Congresso pode salvar o país




A estratégia mais acertada para se aprovar medidas com apoio popular, sempre foi dividir o país. Com o país dividido, as reformas ficam mais plausíveis, e até mesmo as impopulares, como a reforma da previdência, podem ser acolhidas por um dos lados.

Foi assim que, logo após as eleições de 2014, o PSDB, liderado pelo senador Aécio Neves, iniciou a campanha para dividir o país entre esquerda e direita. A imprensa adotou o discurso e o país ficou dividido entre coxinhas e mortadelas.


Esse também foi o período em que a operação Lava Jato, até então bem avaliada por quase o total da população, passou a ser instrumento jurídico para a perseguição de partidos e políticos.

Com a demonização da classe política, os poderes das casas legislativas e o executivo, perderam credibilidade. O poder judiciário passou a ditar as ações políticas com discurso contra a corrupção. O que causa desconforto e é ver o Supremo acovardado, nas 'rédeas' de juízes e procuradores, obedecendo ordens de militares e o pior, atropelando a Constituição Federal.

Sobre a classe política, está merecendo o que está passando, a maioria jamais honrou seus mandatos, se apequenaram em questões relevantes, muitos vendendo voto. Foram décadas de peculato, nepotismo, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, caixa dois, uma infinidade de crimes banalizados pela opinião pública como se fossem inerentes aos cargos.

O período de mandato do político é de quatro anos, ou seja, tem prazo fixo,que podemos renovar ou não, o que dependerá de sua avaliação pelos eleitores. Quanto ao judiciário isso inexiste, o que o transforma, quando atua fora das leis constituídas, em a mais perversa das ditaduras.

De acordo essa tese, os políticos são aqueles que podem tirar o país das garras da justiça tirana, como dizia Rui Barbosa :" Justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta".Uma rearrumação da sociedade só será possível com as massas nas ruas e quem pode convocá-las são, além de outras fontes, os políticos com ou sem mandato. Só temo que, para isso se tornar realidade, Jesus tenha que vir aqui e mostrar suas mãos perfuradas.

RIcardo Mezavila.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

O bobalhão e as miçangas



Enquanto as lideranças dos países que compõem o G-20 se reuniam para tratar sobre parcerias, cooperação internacional, novos mercados para exportações, questões econômicas, ambientais e sobre a geopolítica, o presidente brasileiro fazia um vídeo baixo nível, tipo polishop, falando sobre bijuteria japonesa.

O protótipo de presidente não consegue articular um pensamento que seja coerente com o cargo que ocupa, não sabe se comportar e não tem a dignidade inerente à sua posição. É uma mistura de Mazzaropi, Jim Carrey e o 'Idiota', personagem e título do livro de Fyodor Dostoievski.


Não bastasse o 'pito' que tomou da Angela Merkel sobre o desmatamento na Amazônia, Bolsonaro disse que os alemães têm muito a aprender com o Brasil. Só não disse o quê. Presumo que seja 'como vender garfo, colher e bijuterias de nióbio.

O desgaste natural de sua imagem, somados a queda na aprovação e confiança, a paralisia na economia, o mal estar com o Congresso e os escândalos nos ministérios, fez com que Bolsonaro recebesse um prêmio internacional da ONU: Primeiro lugar em 'lideranças fracassadas'.

Bolsonaro tirou o Brasil do protagonismo internacional e o colocou como um pária, um país sem perspectivas no cenário mundial. O inepto conseguiu a proeza de, já no terceiro mês do ano, que os economistas avaliassem que o crescimento seria zero.

Pra não dizer que não falei de drogas, o escândalo do avião presidencial reserva, onde o militar da comitiva fazia tráfico internacional de cocaína, foi minimizado pelo ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, general Augusto Heleno.

O general disse que não tinha bola de cristal para identificar a cocaína. Desculpa feia, general. O corporativismo veio também do desmoralizado e corrupto ministro da justiça, Sergio Moro, ele disse que o tráfico de cocaína foi 'um caso isolado'.

Os suiços revelaram a corrupção do PSDB, os espanhóis apreenderam cocaína no avião presidencial e um inglês desvendou para o país o conluio entre um juiz e procuradores, no maior esquema criminoso já conhecido dentro da esfera jurídica. Enquanto isso, o bobo fica à margem no G-20, fazendo pulseirinha como um primitivo.

Ricardo Mezavila.

terça-feira, 25 de junho de 2019

Minúsculo gigante no mapa





Com a ascensão da extrema direita golpista, o Brasil deixou de ser liderança natural e de fato do Continente, e passou a ser neo-colonia escravizada aos interesses da metrópole capitalista.

Ignorado pela cúpula do BRICS, por conta da ideologia fascista, o Brasil vive isolamento desenvolvimentista e parte para ser mero produtor de matéria prima e mão-de-obra, necessárias para o desenvolvimento das nações imperialistas.


Parceiros importantes como a China e países do Oriente Médio tendem a buscar outras parcerias comerciais, porque o destino do Brasil é produzir somente para seus usurpadores consentidos.

Se não houver um contra ataque que desfaça essa tragédia, seguiremos passos largos para o precipício, sem soberania, democracia, direitos humanos, bem-estar social. O novo traço geopolítico coloca o Brasil no grupo dos países subservientes e explorados.

Com as indústrias e a construção civil destruídas pela Lava jato e o consequente aumento do desemprego, o consumo caiu e a economia paralisou, não há crescimento sem investimento nas áreas produtivas.

A previsão é de terra arrasada e alargamento da crise para os próximos anos. A incapacidade cognitiva do grupo que assumiu por conta da fraude jurídica contra Lula e seus eleitores, deixará marcas difíceis de serem removidas pela atual geração progressista da sociedade.

Ricardo Mezavila

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Bye, Glenn!




Não vale a pena o jornalista norte-americano , fundador do site The Intercept BR, apresentar ao país as conversas da organização criminosa conhecida por Lava Jato, porque a nossa sociedade é escravocrata na essência.

A elite não suporta a ascensão, mínima que seja, do proletariado, que também não se suporta como protagonista e insiste em fazer acordo com o chicote.


A sociedade brasileira está longe de indignar-se com escândalos nas esferas públicas do poder. O que veio à tona com a publicação das ,mensagens trocadas entre o MP e o juiz Sergio Moro, seria exoneração e cadeia em um país onde a Constituição é respeitada.

Glenn Grenwaald ficou famoso ao publicar as informações obtidas por Edward Snowden, sobre os abusos que os EUA cometeram em países do Oriente Médio, as guerras manipuladas, tendo vencido o Pulitzer, o maior prêmio do jornalismo.

Segundo Glenn, os escândalos da operação Lava Jato são mais impactantes do que as obtidas por Snowden, mas não consegue pautar a imprensa corporativa. O vilão do escândalo, o ex-juiz Sergio Moro, participa de programas de auditório e, num estalar de dedos, consegue apagar do contexto nacional todas as denúncias.

O brasileiro boçal, mais a classe média, sofre de complexo de vira-lata, não se aceita como nação, prefere ser colônia e morar sob os sapatos da metrópole. É submisso e vive dentro de uma bolha de preconceitos.

Pobre, o Brasil dos imbecis, esfacelado e trôpego, traficado, embrulhado na vitrine. Triste, o Brasil dos imbecis, desafortunado e corrupto, vítima da síndrome de Estocolmo, despedaçado e infeliz.

RM





quarta-feira, 12 de junho de 2019

O escândalo da Lava Jato



Como era do nosso conhecimento, a Lava jato veio para quebrar o país e entregá-lo aos interesses do grande capital internacional, leia-se USA.

A CIA, central de inteligência americana, planejou a operação e usou como testa de ferro o juiz da primeira instância de Curitiba, Sérgio Moro.


Antes de coaptar Moro, a CIA fez um dossiê contra o juiz que atuou no caso Banestado, aquele em que políticos como José Serra e empresas como Globo, Abril e SBT, evadiram 30 bi de dólares para o exterior.

Sérgio Moro não investigou o caso devidamente e ninguém foi preso. Foi um escândalo abafado providencialmente pela mídia, e a CIA assentou os personagens em seu tabuleiro.

Ao planejar o golpe jurídico contra a democracia, os EUA treinaram o mesmo juiz do caso Banestado, Sérgio Moro, o peão do tabuleiro, e montaram o esquema que agora é de conhecimento geral.

Como não existe crime perfeito e, como disse o Papa, "a verdade vencerá a mentira", o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, publicou no site The Intercept Brasil, conversas entre Moro e o procurador Dallagnol.

Nas conversas, fornecidas por fontes secretas, eles entregam a farsa que montaram para prender Lula e não permitir que o candidato Fernando Haddad ganhasse as eleições.

Um juiz tem de ser imparcial, não pode colaborar com nenhuma parte. Moro orientou a acusação e não permitiu que a defesa tivesse pleno acesso ao processo.

Um escândalo histórico em apenas 1% do material que virá a ser publicado. A Lava Jato foi desmascarada e toda a promiscuidade do judiciário veio à tona.

Sérgio Moro foi nomeado ministro da justiça por um presidente eleito por fraudes incontestes, tendo condenado sem provas, o candidato que venceria as eleições para beneficiar aquele que o nomearia.

Cabe à suprema côrte tomar as devidas providências para que a democracia se restabeleça com novas eleições e a liberdade do preso político e inocente Luís Inácio.

RM

segunda-feira, 10 de junho de 2019

A Vaza Jato



O ministro Sergio Moro abandonou a coletiva em Manaus ao ser interrogado sobre a Vaza Jato. Fugir de uma coletiva por falta de respostas é próprio dos canalhas e dos falsos moralistas, adjetivos que cabem no perfil do ministro.

Há quatro anos venho escrevendo sobre a Lava Jato, denunciando que os objetivos da operação era destruir a economia brasileira e vender a Petrobrás. Para tanto, deram o golpe contra Dilma e fraudaram as eleições prendendo Lula.


O jornalista do site The Intercept Brasil, Gleen Greenwald, que venceu o Prêmio Pullitzer em 2014, sobre os escândalos da Agência de Segurança Nacional dos EUA vazados por Eduard Snowden, conseguiu material que detona a farsa da Lava Jato.

Os diálogos entre o Procurador Deltan Dallagnol e o ministro da justiça Sérgio Moro, revelam o tamanho do esquema. Dallagnol admite que a condenação de Lula no caso triplex é inconsistente, que teriam que forjar crimes contra o ex-presidente.

A sociedade brasileira precisa sair do estado anestésico e partir para o confronto nas ruas, manisfestar-se contra a organização criminosa chamada Lava jato. A chapa que venceu as eleições fraudadas deve ser cassada, a condenação de Lula anulada e novas eleições devem acontecer.

O plano dos criminosos golpistas é vender o Brasil, transformá-lo em colônia e viver no exterior com suas contas recheadas. Isso pode acontecer se não nos insurgirmos, tomarmos as ruas e lutarmos por nossa soberania.

RM

segunda-feira, 27 de maio de 2019

A micareta fascista




As manifestações de apoio ao presidente Jair Bolsonaro soaram como uma resposta a um fato que não é fácil de ser digerido: O fascismo no Brasil é real.

Esse fascismo brasileiro é totalitário, anti-democrático, mas não possui uma das essências do fascismo: O nacionalismo! Nem para fascista autêntico essa gente presta.


Cidadãos foram ás ruas pedir a 'cabeça' do Congresso e do STF; a reforma da previdência e o consequente modelo de capitalização que deu errado em todos os países que o adotou.

No meio dos manifestantes fascistoides tinham os tradicionais inocentes úteis e analfabetos políticos; mas a maioria sabia o que estava fazendo ali.

Sem consciência crítica, a massa manobrada defendia os cortes na educação, o fim do financiamento para mestrado e doutorado, além de alterações nos programas sociais.

O 'Minha Casa,Minha Vida', programa que agrega patrimônio à família carente sofrerá alteração, os beneficiados deixarão de ser proprietários e passarão a ser inquilinos, o governo cobrará aluguel das famílias. E tinha gente nas ruas favorável a isso.

É incompreensível que parcela da sociedade não se incomode com os crimes cometidos pelos filhos do presidente, fazem-se de surdos sobre o escritório do crime montado no gabinete do zero um.

Os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes pelos milicianos, vizinhos do presidente e homenageados na Assembléia por Flávio... não vêm ao caso.

O jogo ficou aberto, o país sabe que os fascistoides são muitos e que estão no front de um governo, que veio para desconstruir o país e entregá-lo aos interesses externos.

Ricardo Mezavila.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Deixem o presidente trabalhar, gente!



Essa frase em tom de quase desespero sai da boca daquelas(es) senhoras/senhores atentos ao bigode do Merval, aos vestidos da Leilane, ao penteado da Cristiana e à 'massa cheirosa' da Cantanhêde. São senhoras/senhores assíduos nas salas televisivas de Fátima, Ana Maria, LuciAnta, Ratinho e Datena.

O que essas senhoras e senhores desconhecem é que o presidente não trabalha, nunca trabalhou. Em sete mandatos parlamentares, que somam vinte e oito anos, usou seu tempo para empregar milicianos em seu gabinete, nomear parentes e ficar com noventa porcento de seus salários, e ainda teve tempo de preparar três filhos para mamarem na teta do dinheiro público.


O perfil das 'Luluzinhas' e dos 'Bolinhas' é esse: acima dos sessenta anos; aposentados ou pensionistas; viúvos ou divorciados; saudosos da ditadura militar e do general Figueiredo; eleitores de Collor, Fernando Henrique, Serra e Aécio; acreditam em Sérgio Moro e na Lava Jato; pensam que o MST é grupo terrorista; assistem novelas, Big Brother, 'lata velha' e dança dos famosos.

Esse texto não é ofensivo ou preconceituoso. Tem quem se enquadre no perfil, mas não faz apologia cega ao presidente. Não há a intenção de rotular, apenas reflete o que esse grupo publica nas redes sociais, é estatístico, uma constatação, pesquisa, fotografia do tempo, um documento.

Ricardo Mezavila.