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quinta-feira, 28 de março de 2019

Tudo perdido!




Desde as primeiras aparições de J.Bolsonaro como candidato já se sabia que ali estava alguém completamente despreparado. Não devia ser novidade, principalmente para os eleitores do Rio de Janeiro, estado que o elegeu por sete mandatos inócuos, abrindo caminho para sua prole. 

Tendo participado de apenas dois debates , percebeu que não poderia continuar, porque não tinha conhecimento sobre qualquer assunto relevante para alguém que tenha a pretensão de ser presidente. Não participou dos debates onde Fernando Haddad esteve e fugiu no segundo turno. 

Dentro dessa perspectiva foi montado seu ministério igualmente incompetente e covarde. Aquele que deveria ser o homem de ferro da economia, Paulo Guedes, até agora não disso ao que veio, fugiu do debate na Câmara, não consegue se encontrar dentro da pasta e, ao que tudo indica, deverá deixar o governo. Eliane 'Tucanhede" antecipou essa notícia na Globo News, o que não se confirmou até agora. 

O ministro da educação, o colombiano Ricardo Velez, que disse que o brasileiro quando viaja é canibal e ladrão, participou de debate na Comissão de Educação da Câmara e foi um desastre. Demonstrando desconhecimento sobre seu ministério, foi duramente criticado e, na minha percepção, humilhado pela deputada Tabata Amaral do PDT-SP. 

Indicação do astrólogo Olavo de Carvalho, Velez não tem experiência de gestão no setor público, vive exaltando o combate ao 'marxismo cultural' nas escolas. Nomeou para secretarias seus ex-alunos do curso de filosofia, todos sem experiência em gestão. Seu ministério acumula demissões, recuos e interferências.

Esse é o fragmento de um governo perdido e sem noção administrativa, econômica, diplomática, cultural, social. É um amontoado tresloucado que não deve durar mais de um semestre. 

Ou J.Bolsonaro se rende diante de sua inaptidão abaixando a cabeça para os generais, ou sua aventura na presidência será breve, deixando rastros de destruição no país, que levará tempo para que se reconstrua. 

Ricardo Mezavila.

terça-feira, 26 de março de 2019

Governo manda celebrar a morte



Na década de mil novecentos e sessenta, um menino de seis anos, aprende a cantar na escola o hino nacional. Feliz por estar descobrindo novos vocabulários ele passa o dia cantarolando, assobiando a melodia, decorando que 'sonho intenso' vinha antes de 'amor eterno'.

O menino não se continha pela descoberta e cantava o hino em todos os lugares, no que é repreendido por um estranho: "Garoto, é proibido cantar o hino na rua." Ele leva um susto, estanca a voz e se cala.


Ficou ainda mais intimidado quando passou com seu pai em frente a uma escola e viu tanques de guerra e soldados armados, uma cena de terror que jamais seria esquecida.

Encabulado, ele se limitava a cantar o hino só no local 'permitido'', o pátio da escola. Veio a copa de mil novecentos e setenta, o sentimento de patriotismo iluminava o rosto dos brasileiros, apesar do AI-5. O menino, agora com dez anos, não cantava o hino, apenas torcia.

Atrás das vozes que cantavam o hino no pátio da escola, uma ditadura genocida ameaçava, torturava e matava quem destoasse, quem preferisse a democracia em detrimento do regime militar.

Muitos da geração daquele menino cresceram com a sensação de que naquela época se vivia com mais tranquilidade. Saudosistas, lembram que junto com o menino atravessavam o Jardim do Méier de madrugada para os bailes no Mackenzie e não tinha 'ladrão'.

Não tinha ladrão porque o abismo ainda era estreito, a dívida social cresceu nos anos de chumbo, assim como a dívida externa. A elite hipócrita que desfilava com 'deus e pela família' não sabia a maldade que estava produzindo, não se importava com os desabrigados que começavam a povoar as ruas.

Dia trinta e um de março o golpe militar estará completando cinquenta e cinco anos. O governo planeja uma comemoração nos porões das casernas, onde ocorriam as mais variadas sessões de torturas, onde o homem bestificado, fardado ou não, descia o cacete no 'lombo' da sociedade e ria.

Vão celebrar os gritos das mães torturadas com seus corpos cobertos por ratos; os estudantes que sangravam até a morte com os dentes quebrados; os jornalistas enforcados nas celas e tratados como suicidas. Vão celebrar as unhas arrancadas, os choques.

Bolsonaro tem homenageado a tortura desde sempre, é um assassino funcional. Os meninos que aprenderam a cantar o hino no pátio da escola, têm o dever cívico de impedir que a história.chancele, comemore e brinde uma época de sangue e desaparecidos, que ainda não foi esclarecida.

Ricardo Mezavila,.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Temer, a bola da vez.




Não há o que comemorar com a prisão de Michel Temer, que nem condenado em primeira instância foi. Essa prisão serve para pressionar o Congresso a aprovar as medidas anticrime de Sérgio Moro, além de medir a temperatura para votação da maldita reforma da previdência.

Isso tudo também faz parte da estratégia de recuperar o apoio popular que a Lava Jato perdeu, depois que foi revelado o fundo bilionário e ilegal.


O autoritarismo avança no país de maneira incontida, aparentemente sem freio e com um arsenal de maldades contra o povo.

Michel Temer foi um dos artífices do golpe, não se importou em ficar com a pecha de 'o maior traidor da história', desbancando Joaquim Silvério dos Reis.

Logicamente que o seu lugar, assim como de todos os envolvidos no golpe. inclusive os meritíssimos juízes, procuradores do MP e ministros do STF, é na prisão, mas isso só está acontecendo por que 'chegou' a hora de acontecer, é bom para o momento.

Ricardo Mezavila

quinta-feira, 21 de março de 2019

A guilhotina e o pescoço




Revirando textos que escrevi entre 2013 a 2016, contextualizando nos dias atuais, fica claro com quem a história vai poder contar para que se reproduza a verdade.

Apesar de sempre otimista, não acredito que a minha geração vá assistir um Brasil soberano. Desde o golpe jurídico parlamentar contra o mandato da Presidenta Dilma, o rio tomou outro rumo e se perdeu no mar.


O golpe foi o divisor, foi a guilhotina no pescoço da democracia, foi quando a justiça pisou na Constituição e mostrou a covardia que estava em curso contra os brasileiros.

Depois disso a prisão sem provas de Lula, que serviu para afastá-lo das urnas e deixar o caminho livre para o que viria depois. Muita gente foi direcionada a pensar que Lula é um ladrão e tem de estar preso, mas os inimigos do Brasil sabem o quanto Lula é inocente e o quanto de poder popular ele possui para derrotá-los.

Então a Lava Jato se mostra do jeito que realmente é, da forma como foi concebida, um instrumento de desmanche do país. Desmoralizada, prenderam Temer e sua quadrilha depois de não precisarem mais de seus serviços.

Muito triste viver em um país desajustado, à deriva, sem brilho e sem dignidade. O atual presidente, será preso um dia, colocou-nos de tapete para que os americanos pisem em nossas costas quando descerem em nosso território, enquanto nós precisamos tirar os sapatos para pisar no chão dos seus aeroportos.

Poço sem fundo







Utilizando mais uma vez de sua conhecida desqualificação cognitiva, o presidente declarou que "filhos do bolsa família tem menor desenvolvimento intelectual". Esse poço não tem fundo!

Existem dois absurdos nessa afirmação, o primeiro diz respeito ao Bolsa Família, que é um programa de inclusão; o segundo é Bolsonaro opinar sobre desenvolvimento intelectual.


Copiei esse depoimento do Twitter: "Eu, quando criança, tive o benefício do bolsa família com minha mãe e meus irmãos. Éramos de origem pobre, assim como muitos. Nos ajudava muito no complemento da renda em casa. Hoje, formado, ganhei seis prêmios com trabalhos de fotografias e jornalismo no país"

Essa narrativa é um aperitivo para decretar o fim do programa, que sempre foi tratado pejorativamente pela elite, que não aceita a redenção do pobre, e pelo pobre de direita, que tem vergonha e vive deprimido por não ser elite.

Programas como o Bolsa Família e todos os outros que proporcionaram a entrada da classe desfavorecida financeiramente na Academia, como o Prouni, foram introduzidos na sociedade naturalmente, sem estardalhaço.

O governo que os implantou não 'bateu no peito' ou fez barulho dizendo 'fomos nós que fizemos', porque fazer o que fizeram não é favor, é obrigação; não propagaram aos quatro cantos, não publicitaram massivamente reivindicando as obras.

Tanto que, apesar de tudo o que fizeram, muitos foram beneficiados pelos Programas, mas não sabem. Como o depoimento de um professor sobre sua aluna: "Estudou no Estado e pagou parte de cursinho com bolsa família; Fez intercâmbio p / Canadá; Tá cursando universidade com bolsa de 100% pelo prouni ; Perfil do Face: "FORÇA MITO, PT NUNCA MAIS!!!

Ricardo Mezavila.

quarta-feira, 20 de março de 2019

O acordo de uma nota só





Quando voltar de sua viagem fantástica aos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro estará trazendo para o Brasil, além do chapéu do Mickey e os sapatos do Pateta, um nariz de palhaço e uma trouxa de vergonha.

Assistir o presidente em entrevistas, discursos, ou mesmo olhando para a câmera, tenho a sensação de que vivo um pesadelo, não acredito que aquela pessoa representa o meu país.


Bolsonaro se orgulha, seus eleitores também, de ter feito acordos com os EUA. Não considero que entregar a base de Alcântara, onde os norte-americanos poderão lançar bombas e foguetes;

abolir visto de entrada dos norte-americanos no Brasil, sendo que brasileiros continuarão a pedir visto; oferecer ajuda para deportar brasileiros ilegais dos EUA; visitar a CIA, financiadora de golpes de estado e liberar acessos de brasileiros nas redes sociais, seja um acordo.

Um acordo sugere benefícios para as partes, mas só um lado saiu beneficiado. O outro lado se contentou em lamber os sapatos imundos de Donald Trump.

terça-feira, 19 de março de 2019

O Brasil não é mais uma nação

O Brasil não é mais uma nação

Depois da escapulida do presidente aos EUA para envergonhar o povo brasileiro, estamos muito próximos de não sermos mais uma nação, mas uma colônia, como fomos de Portugal.

Nosso orgulho foi para o esgoto com a submissão presidencial. Bolsonaro disse, pateticamente, em entrevista a Fox News, que os imigrantes, incluindo os brasileiros, vão aos EUA para fazer mal aos seu povo, demonstrando desprezo pelos brasileiros que lá trabalham e muitos em regime de exploração.

O presidente também declarou que o norte-americano não necessita de visto para entrar no Brasil, deixando de arrecadar alguns milhões. Essa decisão não tem contrapartida, ou seja, os brasileiros continuarão precisando do visto. Parece que japoneses, australianos e canadenses também terão trânsito livre.

Na sequência, o presidente vira-lata disse ser a favor do muro na fronteira com o México, que se sentia 'em casa', entregou a base de Alcântara e jurou lealdade na questão da Venezuela.

O presidente Trump, em agradecimento a tamanha bondade, presenteou Bolsonaro com uma camiseta da seleção americana de futebol, que deve ser o novo uniforme para despachar no Planalto com seus ministros.

É bom lembrar que, com a viagem de três dias, não foi o vice Hamilton Mourão que assumiu, mas o seu filho Carluxo. A essa hora, sentado no gabinete presidencial temos um vereador. Definitivamente, Não somos uma nação!

Ricardo Mezavila.

#BolsonaroEnvergonhaoBrasil







É de estarrecer o que o presidente está fazendo em sua visita aos Estados Unidos da América. O mundo está assombrado com tamanha incapacidade, subserviência e despreparo.

Alguns jornais ainda questionam como o brasileiro trocou um professor, Fernando Haddad, por um político de baixa estatura e conhecido por nunca ter trabalhado, ter se aposentado do exército por insanidade mental, que promove apologias ao nazismo,homofobia e a tortura.


Pesquei essa frase de um eleitor arrependido no twitter: "Sou de direita. Sou Honesto. Patriota. Mas não sou otário. Bolsonaro é o resumo da podridão de grande parte desse povo que se diz povo feliz. Ele é Burro, mas quem votou é pior."

Estou lacrando a afirmação do bolsominion arrependido, "quem votou é pior." Só pode ser pior alguém que aceita, ou ignora, a forma como o presidente está se comportando na viagem.

É vergonhoso para o Brasil, é triste para quem sonha com um país soberano, assistir o representante máximo da nação se rastejar na bandeira de outro país.

Bolsonaro, disse que "o imigrante brasileiro não tem boas intenções e não querem fazer o bem ao americano." Levou na bagagem a base de Alcântara, isso quer dizer quer as forças armadas norte-americanas vão ameaçar com bombas do território do Maranhão, os nossos vizinhos.

Parece que essa decisão tem de ser aprovada pelo Congresso, mas imaginando que os EUA se instalem na base, logo estarão na Amazônia. Se isso se concretizar, que força um governo futuro vai ter para intervir dizendo: "Ei, vocês aí, voltem para casa, queremos o Brasil de volta!"

Bolsonaro deu entrevista à rede de TV Fox News, está disponível no youtube, foi um escárnio total. A Fox dissecou o cadáver do presidente, trouxe Marielle e as milícias para a pauta, e mostrou ao mundo e para todos os bolsominions a diferença entre ser conservador e ser fascista.

Ricardo Mezavila.

domingo, 17 de março de 2019

No lixo da história





O PSDB acabou, a Lava Jato está por um triz e o governo Bolsonaro não engrena, estão todos desmoralizados, esse é o legado que a direita aliada ao fascismo está deixando para seus seguidores, o que deixa a nós, progressistas, convictos de que sempre estivemos do lado da democracia e da Constituição.

A ambição e arrogância desmedidas tem o preço do fracasso, que tem na figura de Aécio Neves o melhor argumento para sua definição. Quando perdeu as eleições em 2014, os tucanos decidiram não esperar por 2018 e abriram as portas para o que já vinha se desenhando.

A decisão de não deixar a Presidenta Dilma governar veio um dia após as eleições. A estratégia de rejeitar no Congresso as pautas do governo não é crime, faz parte do contexto político dentro da Casa, os parlamentares se unem em bloco para votar pautas bombas, que são aquelas contrárias às diretrizes do Executivo o que faz com que o presidente perca apoio popular.

A ambição dos tucanos foi além, para eles era pouco assistir o derretimento de Dilma, não podiam esperar que ela sangrasse ao ponto de sair pela porta dos fundos, tocada para fora pela população. Eles queriam o poder imediato e fizeram aquele célebre acordo "com o Supremo...com tudo." Se tivessem um pouco de expediente, levariam a eleição em primeiro turno.

Na onda do golpe veio a Lava Jato, que já estava preparada para desmontar o Brasil, só que seus aliados eram os próprios tucanos e não a extrema direita. Com o PSDB desmoralizado, as eleições de 2018 fez surgir das trevas o fascismo que polarizou com a esquerda progressista, desgastada pela mídia.

A população elegeu um fascista que, para desgraça dos golpistas, é uma tragédia ambulante e um poço de ignorância, não sabe a que veio, é um idiota no poder. Os procuradores da Lava Jato em desespero, tentaram uma saída para se eternizarem, mas foram barrados pelo STF que se viu obrigado a mostrar serviço, porque também está desmoralizado e em desespero pela sobrevivência.

Os entreguistas, todos eles, confiam demais na falta de capacidade crítica da população, ignoram que, por trás de um povo fácil de ser manipulado, existe uma turma boa de briga, que tem conhecimento histórico, que tem no poder de organização a sua força, no respeito às leis, mesmo nas injustiças, a matéria prima de sua dignidade.

A cortina está sendo aberta. assistimos a Presidenta, por mais de oito horas, enfrentando o Senado de cabeça erguida, e depois saindo do Palácio do Planalto pela porta da frente, recebida com flores e muita emoção, por uma multidão. Os golpistas, incluindo o PIG, estão deixando o palco derrotados por eles mesmos.

É claro que há os que vão sair com os recursos, com o tesouro roubado. Os EUA levam o que quiserem, hoje mesmo o presidente brasileiro foi com a bagagem cheia de vantagens para entregar ao presidente Trump. Bolsonaro é o office-boy do governo norte-americano.

O povo brasileiro não leva nada, mas há os que ainda estão com a cabeça contaminada e pensam que 'tínhamos mesmo que passar por tudo isso', vagam entre uma citação bíblica, uma repetição olavista, uma frase de cunho fascista, mas sem proposta, nada que não tire de suas caretas a marca do apedeuta.

Ricardo Mezavila.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Pimentus in anus outrem, refrescus est !




Agora que o STF resolveu sair da casinha e agir de acordo com a Constituição, rejeitando a criação de uma Fundação da Lava Jato, o que seria anticonstitucional, os cretinos, como disse Gilmar Mendes, tentam levantar um movimento para anular a votação.

Esse pessoal é o mesmo que trabalhou arduamente para derrotar a democracia, fizeram atos abomináveis contra a soberania, serviram de ingrediente para que a elite do atraso desse o golpe.


Essa turma é a mesma que se vestiu de pato amarelo e foi para as ruas assinar atestado de burro, comprometendo o futuro de toda uma nação, jogando no lixo a oportunidade de o Brasil se firmar entre as maiores nações do mundo.

A Fundação, que seria gerida por procuradores e outros, receberia a título de 'doação' dos EUA, dois bi e meio de reais, dinheiro com origem da Petrobrás em uma 'tal' multa que a empresa tem com o governo estadunidense.

O Ministério Público Federal não tem competência para gerir verbas, mas a Fundação seria gerida pelo MPF para ser utilizada no 'combate à corrupção' e no que mais desse na 'telha', como financiamento de campanhas eleitorais, por exemplo.

Com a derrota da Lava Jato, o procurador fundamentalista Deltan Dalagnoll, será investigado. Porém, o que mais incomoda os conservadores é a possibilidade de algumas condenações serem anuladas. Aí, meu caro, eles tremem de medo de que reconheçam, finalmente, que o triplex e o sítio não são de Lula.

Ricardo Mezavila