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quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Lembram do caçador de marajás? Virou capitão.





Nas eleições presidenciais de 1989, a primeira depois do início da retomada democrática, um candidato produzido pela mídia, governador de Alagoas, surgia como o 'caçador de marajás', se colocando como aquele que iria dar fim à corrupção.

Fernando Collor, era do minúsculo partido PRN. Sujeito boa pinta que contrapunha ao rústico operário grevista do ABC paulista, Luis Inácio Lula da Silva. Uma figura que, só pelas greves, já entraria para a história.


A TV Globo, segundo confissão pública de seu diretor Boni, manipulou o último debate em favor de Collor, na tentativa de humilhar o nordestino e semi-analfabeto operário que teve a audácia de se meter em um campo onde a classe trabalhadora nunca seria protagonista.

Hoje a Globo tenta o mesmo golpe contra o mesmo Lula, só que em outra situação. Lula foi eleito e governou o país por oito anos, saiu da presidência com históricos 87% de aprovação, sendo considerado o maior Presidente da história republicana.

Contrapondo Lula o golpe criou, sem querer, um subproduto do ódio, uma figura sinistra e fascista e que agora é a corda de salvação para os conservadores. O capitão fascista também fala em derrotar a corrupção, é de um partido minúsculo, o PSL, votou a favor de todos os projetos contra os trabalhadores.

Jair Bolsonaro é o candidato dos fundamentalistas fascistoides que povoam as igrejas evangélicas, analfabetos políticos, alienados que professam o ódio. É o novo caçador de marajás que o golpe tenta empurrar goela abaixo da população. Só que não!

Ricardo Mezavila.

A Onda Vermelha



Não bastasse prender Lula, prenderam também as pesquisas. O Ibope, instituto pago pela Globo, demorou em divulgar as pesquisas de intenção de votos para presidente porque os "Marinhos" tinham uma reunião com o capitão fascista.

Liberada as supostas pesquisas, o que vimos foi uma fake news descarada. Não merece comentário mais analítico, todo o mundo já sabe que a justiça e a oligarquia política, com a mídia comercial no apoio, fazem lawfare contra o avanço progressista simbolizado no PT e em Lula.


As pesquisas reais, aquela que coloca o ex-presidente na lista e que foram manipuladas, dão mais de 41% para o petista. Sem ele, mas com Haddad sendo identificado como o seu 'substituto', o atual vice atinge 39% das intenções, superando, assim, o segundo colocado.

Não adianta, os golpistas não têm como deter a ONDA VERMELHA que avança pelo país. Os nove estados do nordeste serão governados pelo PT/Coligações; na Câmara não sei, porque o voto em deputados ainda é muito 'cabresto', mas no Senado, a tendência é de a metade, ou quase isso, ser de esquerda.

"Meu querido Brasil, o que fizeram com você?
Tô sofrendo tanto por te ver assim
E por todo o canto o choro é o lamento
De um coração que grita em sofrimento
Essa tristeza, meu povo, vai ter fim

Olha lá, aquela estrela que tentaram apagar
Não se apaga, não se rende
É o brilho dos olhos da gente, olha ela lá
Olha lá, uma ideia ninguém pode aprisionar
O sonho cada vez mais livre
Acesa a esperança vive,..."

RIcardo Mezavila

quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Indubitavelmente, meu caro!





Como o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin preferido dos golpistas, não decola, os porta-vozes do capital começam a se mexer na direção de outras candidaturas para tentar barrar o avanço, praticamente consumado, da candidatura Petista.

No início da semana o candidato Bolsonaro se reuniu com o vice presidente das Organizações Globo, João Roberto Marinho, e a Folha de São Paulo fez convite para a candidata da REDE Marina Silva, para uma conversa.


Os conservadores estão desesperados com a pesquisa que vem por aí, que mostra o crescimento de Lula e também de Haddad, que assume a cabeça da chapa caso a justiça suje suas mãos de vez e impeça Lula de se candidatar. O Ministro do Supremo, Edson Faquin, já foi voz dissonante na impugnação de Lula por conta da determinação da ONU.

Sobre as mãos sujas da justiça, a ONU vai se posicionar contra o não cumprimento da determinação do Comitê dos Direitos Humanos, que não é uma 'sugestão', mas uma ordem para que o direito de Lula se candidatar seja respeitado.

O Partido dos Trabalhadores administra no 'fio da navalha' todos os absurdos cometidos, porque sabe que tudo pode acontecer em se tratando de tirar Lula das eleições. A Constituição e os Tratados não valem nesse caso.

O estado de exceção chancelado por um judiciário vergonhoso, acovardado e corrupto, está levando o Brasil para um atoleiro sem volta. Se um governo progressista não vencer as eleições de outubro o caos será inevitável.

Assim como Dante, quem nunca imaginou como deve ser o inferno?

Ricardo Mezavila.

A PEC do teto





A PEC 241, que ficou conhecida como a “PEC da Maldade”, instituiu no Brasil um congelamento orçamentário em saúde e educação por vinte anos, incompatível com o que está na Constituição.

Para aprovar essa PEC, o governo Temer, a única múmia que não se perdeu no Museu, contou com o apoio e a aprovação da maioria na Cãmara dos deputados e no Senado. A PEC foi avaliada por Temer como sua principal medida no campo econômico.


A retirada de investimentos veio contrariando todo o projeto realizado nos governos de Lula e Dilma, período onde os filhos dos operários tiveram oportunidades nas Universidades e Escolas Técnicas.

O congelamento do orçamento causou grandes perdas para as instituições de ensino, como as Universidades públicas. A verba destinada ao Museu Nacional caiu pela metade do que era no governo da Presidenta Dilma, e ainda atrasavam o repasse.

Com as eleições se aproximando é importante que o eleitorado tenha conhecimento de que o candidato Bolsonaro, que provavelmente estará no segundo turno, votou a favor dessa PEC e de todas as outras medidas contrárias aos trabalhadores.

RIcardo Mezavila.

terça-feira, 4 de setembro de 2018

O fósforo que queimou o Museu



Nossa escola possui convênio com a Universidade Federal do Rio de Janeiro que, através do Museu Nacional, concede empréstimos de espécies para as nossas Feiras de Ciências. Em junho levamos alunos e responsáveis para visitar o Museu.

Com essa aproximação tive contato com a equipe do SAE - Seção de Assistência ao Ensino, órgão com a finalidade de atendimento ao ensino no âmbito das Ciências Naturais e Antropológicas.


A equipe do SAE fica muito agradecida quando uma escola se interessa pelo acervo. Igor, arqueólogo e da equipe, disse que poucos sabem da disponibilidade das espécies e que quando uma escola entra em contato é o reconhecimento do trabalho.

O Museu Nacional é vítima das políticas contra a educação adotadas pelos golpistas depois de tirarem a Presidenta Dilma. O governo PSDB/Temer, comprou congressistas e aprovou o congelamento em educação por vinte anos, foram eles que acenderam o fósforo que queimou o Museu.

Tem um candidato que votou a favor do congelamento de investimentos na educação, o capitão Jair Bolsonaro que, inclusive, tem como projeto a EXTINÇÃO DO MINISTÉRIO DA CULTURA.

Perdemos todos com a tragédia, mas não podemos deixar de lembrar que, apesar de o incêndio, possivelmente, ter sido acidental, a educação e a cultura estão sendo tratadas pelos golpistas que estão no governo, e por alguns que estão concorrendo ao governo, com total desprezo e desapreço.

Museu Nacional Vive!

Ricardo Mezavila.

Costurem suas próprias roupas!



Costurem suas próprias roupas!

A imprensa brasileira não vem divulgando o que está acontecendo na Argentina. O governo Liberal de Macri, que é o Aécio de lá, colocou o país em uma crise inesperada, quer dizer, a direita argentina apoiada pela imprensa e pelos empresários não calculavam o quanto eram incompetentes.

O jornal 'Clárin', o Globo de lá, dá dicas de como economizar gás, fazer compras menores e inteligentes, dão dicas de como e onde alugar brinquedos para as crianças, como aproveitar o pão duro e de como é eficiente e barato costurar suas próprias roupas.


O dólar bate incríveis quarenta e dois pesos, as universidades estão em greve, o governo cortou doses de vacina contra a meningite, a inflação é de mais de vinte porcento. O risco-país chegou a 700 pontos, estranho a mídia daqui não divulgar mais o risco-país depois do golpe.

Com toda essa decadência liberal, o judiciário argentino através do juiz Bonadío, o Moro de lá, faz intensa perseguição a ex-presidente Cristina Kirchner, colocando a culpa de os argentinos estarem 'catando comida em latas de lixo' no seu governo.

A Argentina, assim como o Brasil e vizinhos latinos, estão passando por um processo de desconstrução dos avanços dos governos progressistas. Os EUA avançam sobre nós com as 'lavas jatos' e vão desmontando o que foi construído, sem sua interferência, e que caminhava para uma América Latina independente, forte, unida e soberana.

Ricardo Mezavila.

domingo, 2 de setembro de 2018

Zé Povinho em extinção



Essa eleição está deixando velhos setores conservadores com um bom problema, o Zé Povinho, aquele eleitor que se vendia por qualquer 'merréis' está politizado e não cai mais no papo do político oportunista e da classe média 'burguesa'.


Com a criação de quatrocentos e vinte e duas escolas técnicas, dezoito universidades federais e cento e setenta e três campis universitários, mais de oito milhões de estudantes ascenderam às universidades. Esses são apenas alguns números dos governos Dilma e Lula na educação.


Os formadores de opinião estão cortando um dobrado para convencer eleitores de que Lula está preso por corrupção passiva, mas não conseguem. O povo não é mais bobo e a prova disso são os mais de quarenta porcento de intenção de votos do petista.


O Tribunal Superior Eleitoral é mais um dos órgãos corporativos das entranhas do golpe. Impugnaram a candidatura de Lula, mas não conseguiram convencer de que estão agindo em conformidade com a justiça.


A sociedade conservadora conhecida como coxinha, paneleira, pato e manifestoche, está sozinha nas redes sociais criticando Lula e o PT sem apesentar alternativas. Vão votar em um fascista porque são fascistas, mas o povo, que não é mais Zé povinho, está com Fernando Haddad e Manuela D'Avila.


Ricardo Mezavila.

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Era uma vez um Brasil

 

Lá no início do século passado, o poeta soviético Vladimir Maiakovski, escreveu uma frase perdida : "Em algum lugar, acho que no Brasil, existe um homem feliz". O então "em algum lugar" era um país que tinha acabado de abolir uma escravidão que perdurava a mais de trezentos anos. 

Depois o "em algum lugar" virou república, tornou-se industrial e agigantou-se no continente a qual existiam suas terras. Quando "esse lugar" parecia que daria um enorme passo nas conquistas sociais com as reformas de base, uma nuvem cinzenta desceu do céu espalhando medo, tortura, censura e morte. 

Foram vinte e um anos de um sol envergonhado e triste, de uma gente que olhava mais para o chão do que para a lua. As ondas eternas nunca deixaram de bater nas pedras, mesmo com as muralhas construídas, elas não obedeceram o silêncio. 

O povo daquele lugar deu início a reconstrução, pedra por pedra, daquilo que lhes foi tirado. Durante algum tempo conseguiram, com lutas e contratempos, algum avanço. Mas a nuvem cinzenta desabou novamente sobre suas cabeças. A tempestade veio com mais força. O lugar onde Maiakovski achava que existia um homem feliz, foi detonado por homens infelizes e de toga. 

Na atualidade esse lugar é um pária mundial, um retrocesso conservador habitado pelo preconceito de fascistas, por uma ralé analfabeta e apolítica que se deixa enganar por discursos de ódio. Era uma vez um lugar que exista um homem feliz, acho que no Brasil. 

Ricardo Mezavila.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Não foi por falta de aviso




Os participantes do golpe que tiraram do poder uma Presidenta honesta para colocar um consórcio de ladrões em seu lugar, como a Editora Abril, estão falindo. A Abril demitiu quase mil funcionários e pediu concordata.


Entre os funcionários, centenas de jornalistas, articulistas da Revista Veja que ajudaram a disseminar o ódio entre a população. De 2016 para cá, três mil indústrias e duzentos e vinte mil empresas encerraram suas atividades.


A taxa de desemprego no Governo da Presidenta era de 4,8%, em dois anos de governo golpista passou para 14%. Todos os índices econômicos sofreram variação negativa na comparação entre o Governo Progressista do PT e o governo neoliberal e entreguista do PSDB/Temer.


A imprensa não quer mostrar, mas todos os dias têm manifestação espontânea e popular Pró Lula, os 'Lulaços'. Os golpistas do poder judiciário negam tudo à defesa do ex-Presidente e mesmo assim, incomunicável em Curitiba, ele derrota qualquer um nas urnas no primeiro turno.


A maior parcela da população já percebeu que Lula é vítima de um golpe jurídico/midiático que não vai permitir que ele retorne à presidência, desfaça os acordos que colocaram o Brasil de joelhos e retome seu governo de distribuição de renda e prosperidade.


A menor parcela da população, aquela que ainda acredita na imparcialidade do Jornal Nacional, é massa de manobra continuada do golpe. São essas pessoas que flertam com o fascismo e apoiam a candidatura de um torturador machista e homofóbico.


Lula tem apoio de mais da metade dos brasileiros, de organismos internacionais como a ONU e de autoridades como FRANCISCO, o PAPA da Igreja Católica. Está muito difícil, mas os golpistas, pelo o que parece, vão conseguir derrubar, definitivamente, o Brasil.


Ricardo Mezavila.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Brasil urgente, Lula presidente!





Os 'Lulaços', manifestações espontâneas em locais públicos em favor de Lula, se tornaram frequentes em todo o país. De norte a sul, a população demonstra insatisfação com a injusta prisão de Lula.

A Lava Jato mostrou qual era a intenção dos golpistas, acabar com os empregos, a soberania e com a democracia, só que o povo está dando a resposta.


A imprensa esconde as manifestações, esconde a candidatura de Lula, esconde a determinação da ONU, esconde o advogado Tacla Duran, esconde que Sergio Moro participa do esquema de venda de delações.

A crescente demonstração de carinho a Lula é prova de que a imprensa não engana mais tanta gente como antes. As redes sociais também não são mais locais só para se postar fotos, elas têm alcance na informação e superam os meios antigos como rádio, tv e jornal.

Assisti o vídeo de um 'Lulaço' em um shopping em São Paulo, muitas pessoas com o dedo em 'L' pediam liberdade para Lula, fizeram 'trenzinho' ao som de 'vai dá PT'. Gente de todas as idades e profissões unidas pelo direito de votar em Lula.

RIcardo Mezavila.