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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

RIP 'justissa'


No mesmo dia em que os 'desembarcadores da justissa' da republiquinha vira-lata condenou Luís Inácio, a procuradora geral da republiquinha, Raquel Dodge, arquivou processo contra José Serra que tramitava pelo PGR.

No mesmo dia o advogado representante dos direitos humanos da ONU, Geoffrey Robertson, que acompanhou o circo sentado na arquibancada do TRF4, escreveu suas impressões sobre o que viu e disse estar estarrecido.


"Foi uma triste experiência ver que normas internacionais de um julgamento justo não parecem ser seguidas no sistema brasileiro" , disse o jurista, que vai levar à ONU as violações dos direitos que tem presenciado por aqui.

Os 'desembarcadores da justissa' fecharam o caixão, jogaram a última pá de terra, foram os coveiros de uma democracia tão jovem e promissora que morre abraçada com a soberania.

Enquanto isso, os patos pobres de direita, batem palmas para a condenação de Luís Inácio na mesma plateia que Michel Temer, Geraldo Alckmin, Rodrigo Maia, Aécio Neves, Fernando Henrique, os irmãos Marinho, Jorge Paulo Lemann, GIlmar Mendes, Paulo Skaf, etc.

Ricardo Mezavila.

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Olha a banana, olha o bananeiro



Na escola aprendi que 'a justiça tarda, mas não falha' e que 'a justiça é cega'. Entendia que isso norteava nossas decisões, servia para que respeitássemos os direitos individuais e coletivos. As leis são feitas para que nosso comportamento e atitudes sejam compatíveis com a forma que nos relacionamos com pessoas e instituições.

Meus pais sempre foram trabalhadores e honestos, cumpridores dos deveres tributários estabelecidos. Cidadãos conscientes de suas obrigações e atentos com a nossa criação, para que fôssemos justos e corretos.

Aqui nesse país esses valores se perderam, a justiça é falha e cega quando convém. Estamos vivendo a pior das ditaduras, a do judiciário. O cidadão não tem mais a quem recorrer, está sozinho. Aquela 'última instância' que servia de alento e esperança foi violentada e apodrece nos tribunais.

Se juízes, procuradores e desembargadores, cargos respeitadíssimos no passado, são capazes de condenar uma personalidade como Luis Inácio sem nenhuma prova, imaginem o que podem fazer depois disso...

Esses bandidos togados são instrumentos perversos que homologam a retirada de nossos direitos. Esse país que era considerado e admirado no mundo, que atravessou a crise de 2008 como marola, que pagou a dívida externa, que emprestou dinheiro para o FMI, que viu aumentar o número de escolas técnicas e universidades, que levou para a sala, e fez com que milhares de jovens trocassem a enxada pelo lápis; esse país agora é uma republiqueta.

Como sustentar um país sem produção? A falta de produção gera desemprego, o desemprego gera a falta de consumo, a falta de consumo gera défict na arrecadação. As empresas lucrativas como a Petrobrás e a Eletrobrás foram repartidas com o capital estrangeiro e ainda vem mais por aí.

O neoliberalismo vai chegar a um ponto que a república bananeira vai falir, então vão meter a mão na sua aposentadoria. Não há limites para as rapinas. O pior é que todo mundo já devia ter percebido que entregamos o país para uma quadrilha esfomeada e subserviente aos interesses das grandes nações.

Esse país, que um dia teve nome, não vai passar de um mero celeiro reprodutor de terceirizados, não trabalhadores, porque trabalhador era aquele cidadão como o meu pai.

RIcardo Mezavila.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Operação Ordem de Despejo





A operação lava jato, desde sempre, utiliza a metáfora mais ou menos certa, se levarmos em consideração que um lava jato só lava por fora, mas a operação deveria ser batizada com um jargão do ramo imobiliário tipo: 'Operação Ordem de Despejo'.

Estão vendendo tudo o que nos pertence, em breve o país não terá mais recursos para se manter. Vão querer aumentar impostos, mas não tem dinheiro circulando porque não tem emprego suficiente. A saída será suspender o pagamento dos aposentados e pensionistas para cobrir o rombo.


A população pobre se transformará em uma sociedade de inadimplentes congênitos, sem rumo, sem emprego, sem escola, sem lazer e sem teto.

Vagando perdidos estarão os funcionários públicos que apoiaram o golpe, os militares que reprimiram as manifestações, os pequenos empresários que se achavam prósperos, a classe média que bateu panela e os 'descartados', aqueles que pensavam que seriam aproveitados pela elite.

A justiça brasileira foi a última a tentar apagar o fogo com gasolina, então que apague a luz, feche a porta e aguente as consequencias.

RIcardo Mezavila

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

O bruxo do Cosme Velho







Meu amigo Claudio Oliveira citou o bruxo Dumbledore para comentar uma frase minha sobre o obscurantismo judiciário: "Vivemos tempos difícies", escreveu.

São tempo difíceis onde Juízes, Procuradores e Desembargadores utilizam as redes sociais contra investigados, réus e condenados. Isso coloca no chão o judiciário, faz com que a sociedade não confie na justiça. Quando o cidadão perde a confiança na justiça...


O país, antes dividido entre direita e esquerda, acordou do pesadelo do golpe, abriu os olhos e, finalmente percebeu, que algo muito sério está acontecendo por aqui.

Aquela pessoa que acreditava que 'era só tirar a Dilma', entendeu que 'tirar a Dilma' era vender o país, acabar com direitos, entregar riquezas, desmoralizar a nação, retroceder à idade média, humilhar trabalhadores, retirar esqueletos de dentro do armário.

O cidadão comum que apoiou o golpe porque a mídia fez com que acreditasse que a culpa era do PT, agora está vendo que foi manobrado pelos interesses alheios, foi marcado como são os gados e engrossaram a defesa de seus algozes nas ruas.

Complementando a frase do bruxo Dumbledore, cito Carlos Drummond que se referia à Machado de Assis como 'O bruxo do Cosme Velho".

Drummond escreveu no poema dedicado ao 'bruxo': "Olhas para a guerra, o murro, a facada como para uma simples quebra da monotonia universal e tens no rosto antigo uma expressão a que não acho nome certo".

O rosto antigo é o rosto da Democracia dançando alegre, como vivíamos há poucos anos, com a autoestima elevada, com o reconhecimento em todo o mundo de ser 'o povo mais otimista do planeta'.

RIcardo Mezavila.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Do Quilombo ao DOI-CODI






No Brasil atual existem pessoas que são a vanguarda do atraso, conservadores progressistas, gente que avança para trás, os 'boleiros' diriam que 'dão' de calcanhar para frente. Um fenômeno criado pela 'ola' iniciada na marola do catraca livre em 2013, que serviu de laboratório, balão de ensaio para os protestos que pavimentaram as ruas rumo ao golpe.

Nesse espetáculo bufo potencializado pela mídia, alguns personagens emergiram dos porões da história, outros travestiram-se de oportunistas e colocaram a 'bundinha' de fora.


Entre os que voltaram das trevas estão o coronel torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos mais sanguinários militares da ditadura no período entre 1970 e 1974, quando chefiava o DOI-CODI. Responsável por torturar Dilma Rousseff, ficou 'famoso' na boca do deputado federal Jair Bolsonaro, embusteiro que surfa na onda do golpe.

Outra figura que voltou das trevas pelas mãos dos fascistas foi o bandeirante Domingos Jorge Velho. FIgura estudada nos livros de história, foi um exterminador de índios e negros, tendo sido figura exponencial na destruição do Quilombo dos Palmares.

Ustra e Velho são personalidades nefastas que envergonham a nossa história, mas que são cultuados por uma faixa etária que preocupa pela pouca idade, pela inexperiência política e facilidade de coaptação pelos neofascistas que vêm impondo o ódio de classes através do preconceito e intolerância.

RIcardo Mezavila.

sábado, 30 de dezembro de 2017

Editorial Fascista






O editorial de O Globo de hoje é sobre a violência:'Combater epidemia de violência é desafio para 2018'. O texto, muito ruim por sinal, traz velhos clichês do tipo 'a escalada da violência não é um fenômeno novo'; 'enfrentar a violência é um desafio para os governos em 2018'.




Essa mídia é aliada ao que há de mais retrógrado e conservador no país, fomentou o ódio entre a população e apoia um governo lesa pátria. Governo que concedeu o menor reajuste ao salário mínimo desde a implantação do plano real em 1994.




O editorial cita os índices do aumento da criminalidade seguindo as reportagens do próprio jornal. Fala de um Plano Nacional de Segurança integrado, com auxílio das forças armadas e da polícia federal para combater a 'chaga', a 'epidemia'.




Epidemia é um surto periódico de uma doença infecciosa em uma região. Se essa epidemia que o Globo trata tiver que ser combatida, então podemos começar a combater dentro dos seus escritórios, seus estúdios, seus produtos 'enlatados' e seus comentaristas.




Quando o editorial fala que 'é preciso mais do que boas intenções (...) todos sabem disso', está se referindo ao uso da violência para combater a violência. A violência que eles falam não é aquela praticada pelo pessoal do topo da pirâmide, mas por aqueles que estão lá embaixo, com as mãos vazias esperando migalhas, e de olhos tapados para o futuro.




Congelar investimentos por 20 anos em educação e saúde; entregar a Embraer para a Boeing americana; transferir os lucros do petróleo para a Shell; isentar petrolíferas de um trilhão de reais em impostos; reformar a previdência com o suor do trabalhador e do inativo, essa é a 'epidemia' que o Globo apoia, esconde e não combate.




Ricardo Mezavila.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Viva a injustiça!





Agora que, de fato, a injustiça brasileria resolveu abrir seu armário e expor seus esqueletos, fica mais claro para os que andam de olhos vendados para a realidade, que estamos vivendo o pior dos tempos do judiciário na história.

Óbvio que juízes, procuradores, polícia federal e supremo não estão sozinhos na empreitada de fechar as portas do Brasil para os brasileiros. Estão atuando em conjunto com o legislativo e o executivo que são párias de um sistema global que estava perdendo o jogo para a democracia, mas que resolveu reagir.

A reação do mercado é tirar das mãos de países como o nosso, onde tem um povo ávido por sentar no colo do opressor, toda a riqueza natural. Para tanto utilizam o lawfare conrtra as maiores lideranças que lutam por soberania, por direitos e pela democracia.

Como porta voz desse golpe está a mídia comercial, aquela que colore e perfuma as entranhas apodrecidas do sistema corrupto, entreguista e humilhado. Querem que sejamos como o gado que pasta de cabeça baixa, pior que conseguiram fazer isso para consumar o impeachment, para que haja discordância entre os iguais, rupturas entre irmãos, para que tenham ao seu lado um bando de borra botas, alienados, uma horda de imbecis.

As eleições de 2018 é o objetivo, o alvo a ser derrubado. O golpe não faria sentido algum se, dois anos depois, estivesse eleito e empossado pelo sufrágio popular, um líder da esquerda que pudesse rever todos os acordos espúrios através de um referendo revogatório.

Não, Lula não pode concorrer, tem que ser banido da vida pública, nem que para isso seja preciso condena-lo sem provas. E é o que fizeram e está em curso. O julgamento foi antecipado, em tempo recorde, para fraudar, desde já, as eleições de 2018.

Triste país de analfabetos políticos, essa gente que tem por sonho olhar a classe que pertence por cima. Não pensam sozinhas, são presas a argumentos conservadores que dizem claramente que, para sair da pobreza você tem que apoiar a direita, nunca votar em operário.

Nós avisamos à época do golpe travestido de impeachment o que ia acontecer, a 'ponte para o futuro' está aí provando o que sustentávamos. Agora, novamente, estamos alertando para o perigo que será uma eleição sem Lula, sem referendo revogatório.

RIcardo Mezavila

Trabalho, esforço e soberania.







Trabalho, esforço e soberania

Quarenta e cinco dias pelo oceâno, é o tempo médio que um navio cargueiro leva para transportar petróleo do Oriente Médio para os Estados Unidos. É muito dispendioso e a travessia severamente longa. Isso impacta na economia da maior democracia do planeta, lugar abençoado que introjeta na classe média mundial o desejo do 'american dream'.

Se levarmos a questão para o âmbito das relações internacionais e suas terríveis consequências, iremos lembrar que para se apropriarem do petróleo, os EUA criaram uma guerra absurda envolvendo os países daquela região com direito a invasão por suspeita de inexistentes armas químicas, e ainda lucraram, de 'lambuja', com a indústria da guerra.


Passada a quarentena da guerra forjada, os imperialistas começaram a olhar para baixo de suas fronteiras, Na América do Sul existem duas potências petrolíferas onde, históricamente, os governos foram capachos de seus interesses comerciais: Venezuela e Brasil.

Acontece que os dois países, a Venezuela ainda, tinham governos progressistas e populares, não havia o velho motivo de perseguir o 'tirano' e invadir territórios. Ainda havia na vizinhança os governos populares na Argentina, Equador, Chile, Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Como não há guerra sem influenciar a opinião pública, os expansionistas submeteram a população desses dois países a total inversão de valores. No Brasil deram um golpe parlamentar judicial para apear da presidencia Dilma Rousseff, que passou a ser odiada por uma parcela imbecilizada pela mídia.

Com a queda da presidenta eleita surgem os entreguistas prontos a fazerem o serviço sujo e entregar o país às potências mundiais. Na sequência do golpe utilizam o lawfare, perseguição judicial contra alguém e tentam a inelegibilidade de Lula, que vence qualquer um nas urnas e é o único capaz de inviabilizar, através do referendo revogatório, todos esses crimes de lesa pátria praticados pelo legislativo, executivo e judiciário, 'um grande acordo nacional' como disse o senador golpista Romero Jucá.

Na Venezuela, como a participação e engajamento popular de lutas tem mais tradição, os ianques têm mais dificuldades em penetrar e fazer cair o governo de Nicolás Maduro. Tentam, de todas as formas, instigar a opinião pública, principalmente da América Latina, a odiarem Maduro como fizeram com Dilma, Lula, Cristina Kirchner e Evo Morales, presidentes de países estratégicos para o domínio norte americano em nosso continente.

A parte otimista disso é que tem muita gente acordando do 'american dream', gente que foi às ruas protestar contra elas próprias, inocentemente. Gente que percebeu que vive em um país onde se sonha também, onde o sorriso e a alegria sempre foram matérias primas e aos montes, muito maiores do que todos os poços de petróleo que os EUA têm, mais que usa como reserva, porque não é bobo.

Evo Morales: “Unidos, con trabajo, esfuerzo, con seguridad, pronto volveremos al mar con soberanía”.

Ricardo Mezavila.