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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Uns dias a mais


Lendo uma agenda de 2002, tive a informação de que o tempo de uma rotação da Terra é de vinte e três horas, cinqüenta e seis minutos e quatro segundos. Menos de vinte e quatro horas. Exatos três minutos e cinqüenta e seis segundos para completar o dia. Antes das vinte e quatro horas serem completadas, a Terra já terminou o serviço. O que acontece nesse intervalo? Será que a Terra vai tomar um cafezinho, vai ao banheiro, acende um cigarro?

Considerando que ela continue a rotação nos mesmos 30,4 Km/segundo – conforme a agenda – vão sobrar sempre esses intervalos ao final do dia que, acumulados, são dias sobressalentes que poderiam ser distribuídos no calendário.

Esses dias seriam livres de compromissos governamentais, profissionais, agendas políticas e reuniões intermináveis. Todos teriam que cuidar da natureza e ninguém circularia pelas ruas com carros; os aeroportos estariam fechados e todos os meios de transportes à combustível ficariam nas garagens. A bicicleta seria o único meio de locomoção para visitarmos os amigos e parentes. Nada de Internet, televisão, rádio e jornal. Afinal nos dias de lambuja seríamos livres das pressões consumistas e ninguém ia querer perder a oportunidade de dar um abraço de verdade.

Eu usaria os dias “bônus” para refletir se tenho agido corretamente com o outro e comigo mesmo; visitaria os templos religiosos; tomaria café da manhã sempre na companhia das minhas filhas; estaria presente por onde tenho andado ausente; segurava na mão do meu velho pai e o levaria à praia para andar na areia; teria mais tempo para lembrar de minha saudosa mãe; brincaria mais com meu neto; conversaria mais com minhas irmãs depois do farto almoço; faria abstinência alcoólica e cantaria mais duetos com minha doce namorada.

Enquanto ninguém revolve o que fazer com esses créditos, vou dedicar os meus três minutos e cinqüenta e seis segundos diários meditando, enviando e recebendo as energias positivas que movem o Universo.

Ricardo Mezavila

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Doando Amor




Na minha opinião, o ato mais altruísta do ser humano é o de doar órgãos, tecidos, sangue ou medula. Sendo o corpo o maior bem material, o doador disponibiliza-se em dividi-lo com quem possa vir a precisar, sem mesmo tendo conhecimento a quem se destina.

Sou doador de sangue, de plantão, e tenho cadastro no banco de medula, além de ser potencial doador de todos os órgãos que puderem ser aproveitados.

Em vida é possível doar um dos rins, parte do fígado, parte do pulmão e medula óssea. O coração, válvulas cardíacas, rins, fígado, tendão, pele, pâncreas, intestinos, córneas, ossos, cartilagem e veias podem ser doados depois de constatada a morte encefálica.

A primeira vez que o coração de uma pessoa morta palpitou no peito de outro humano foi em 1967, na África do Sul. O primeiro transplante de coração,  realizado no hospital Grote-Schuur, na Cidade do Cabo, foi bem sucedido. O chefe da equipe era o professor Christian Barnard.

"Nós, na África do Sul, tivemos que decidir o que fazer. Todos os dias víamos pacientes que não podiam ser ajudados. A única possibilidade de ajudá-los era o transplante de coração", disse o cardiologista. Barnard, que, de repente, se tornara mundialmente famoso.

Além de ser um ato de amor, é interessante imaginar que algum órgão que manteve a pessoa viva estará vivendo em outro corpo.

Depoimento de uma transplantada: “Eu agradeço infinitamente a Deus por haver colocado almas tão iluminadas no meu caminho: Ao doador, que tinha 22 anos e entrou no reino de Deus praticando a lei de amor que Cristo nos ensinou; à família do doador, porque num momento de tanta dor pela perda de um ente querido se preocupou em ajudar outras pessoas que estavam vivas e sofrendo”.



Ricardo Mezavila

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Simples Coincidência

Repararam que quando alguém fica de ligar e não liga, então você liga e a pessoa diz: -Ia te ligar agora! Ou alguém deixa um copo em cima da mesa da sala, você passa e leva para a cozinha e ouve: - Já ia lavar! Além de descompromisso, essa atitude também pode ser chamada de coincidência. A pessoa pensa em fazer a mesma coisa no exato momento em que você está fazendo.

Das simples ocorrências do dia-a-dia que repentinamente parecem estar relacionadas, até a acontecimentos distantes, as coincidências, desafiam os nossos conceitos mais fundamentais de tempo e espaço.

Uma manhã, uma mulher de Berkeley, Califórnia, fica fora de casa, sem chave, e passa dez minutos a tentar em vão entrar na casa. Aparece o carteiro com uma carta do seu irmão que vive em Seattle. Dentro da carta encontra-se uma chave sobressalente da casa que ele pedira emprestada e prometera devolver.

A definição comum de coincidência é a ocorrência de acontecimentos simultâneos que, não obstante se verificarem acidentalmente, parecem ter qualquer relação. O psiquiatra suíço Carl G.Jung era fascinado pela sincronidade de acontecimentos e utilizava isso nas avaliações de alguns pacientes.

Uma jovem diagnosticada por Jung de “psicologicamente inacessível”, por possuir um racionalismo altamente elaborado, com uma ideia de realidade geométrica que a impedia de reconhecer a existência do subconsciente, contou-lhe sobre um sonho em que ela recebia um escaravelho dourado. A jovem ainda contava o sonho quando ouviram umas leves pancadas na janela. O psiquiatra abriu a janela e um grande inseto verde-dourado, parecido com o escaravelho do sonho, voou para dentro do consultório. Jung apanhou-o e entregou a jovem: - Aqui está o seu escaravelho! A coincidência de algo inesperado e irracional fez cair a armadura de seu racionalismo e o tratamento podia agora prosseguir.

Caso você conheça alguém que tenha o hábito de esquecer de ligar, ou preguiça em lavar a própria louça diga: Aqui está o seu escaravelho! Pode ser que subitamente ela desperte. Já estou me preparando para virar colecionador de Scarabaeidae.

Ricardo Mezavila

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Quatro horas e trinta e oito segundos


Remexendo em um antigo arquivo no meu escritório, encontrei vestígios do passado: Pagenet Motorola, Máquina Yashica TRIP-305, Fita Cassete EF-X-60, Novo Dicionário da Língua Portuguesa de Aurélio Buarque de Holanda, Vídeo Cassete Samsung, Placa Fax-Modem PCMCIA, Fita de Correção auto-adesiva PIMACO para máquina de datilografia, Fitas VHS TDK, Caixa de Disquetes 1.44 MB, Programa de instalação do Wordstar e me chamou atenção um Relógio preto marcando exatamente quatro horas e trinta e oito segundos.

Mesmo que a vida seja feita de passos à frente, projetos futuros e degraus por subir, o passado é a única certeza que temos. Foi lá que idealizamos cada etapa de nossas vidas, que sonhamos realizar aquilo que fomos capazes de desejar quando crianças e adolescentes. A adolescência é o auge do passado quando nos afastamos dela. O adolescente precisa alimentar-se de barris de esperança, assim vai ter reserva suficiente para que na fase adulta não fique desiludido. O Adolescente “pode tudo”, mesmo quando é só uma estátua.

Os objetos antigos deveriam ter o poder de quando tocados, transportar-nos até a sua época. Acredito que isso possa ser possível e que existam pessoas experimentando a sensação de visitar o passado. No filme Em algum lugar do passado a personagem realizou essa viagem fantástica através do tempo. Melhor que isso só a morte.

Coloquei o relógio preto no pulso e, olhando fixamente, tentei voltar o tempo, como o Super-homem quando alterou a rotação da terra, abstraí tudo em volta e só pensei em lembrar uma data, um dia possível em que os ponteiros adormeceram naquele horário.

Não aconteceu nada comigo que eu pudesse notar, mas tenho a certeza que durante a minha tentativa, o adolescente que um dia eu fui se mexeu, e que alguém, em alguma parte do mundo, escreveu um poema.


Ricardo Mezavila

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Música Clássica Brasileira

No início dos anos 1980, havia no Brasil quem acreditasse em um governo socialista, os sindicatos se organizavam, partidos de esquerda se fortaleciam com a presença de personagens anistiados, que retornavam ao país para dar continuidade ao sonho de liberdade e democracia. A gente sonhava com essa possibilidade, acreditávamos no poder popular, depois de ingerir tequilas e muita literatura Marxista.

Em nossos debates, de reorganização da sociedade, discutíamos novos conceitos de arte e cultura. A música clássica nacional era uma dessas discussões que, invariavelmente, permeava os assuntos temáticos.

Embora tudo fosse muito utópico e todos sabiam que era ilusão mesmo, valia a pena sonhar com um modelo de sociedade que valorizasse a cultura brasileira do batuque, congo, caxambu, samba, coco, bumba-meu-boi, forró, xaxado, xote, vaneirão, maracatu, caboclinhos, maculelê, baião, bossa nova etc. Ritmos de raízes brasileiras e também oriundas da África e  de Cuba, por exemplo.

Os clássicos modernos seriam: Carlos Gomes, Heitor Villa Lobos, Pixinguinha, Hermeto Pascoal, Waldir Azevedo, Egberto Gismonti e Antonio Carlos Jobim. Na verdade tinham outros, mas não eram do nosso conhecimento por culpa exclusiva da internacionalização, sendo mais um motivo para que fizéssemos logo a revolução cultural socialista.

Em tempo de continuísmo político e sonhos devidamente sonhados, fiz uma pesquisa sobre Francisco Manuel da Silva (1795 a 1865), nascido no Rio de Janeiro, compositor, maestro e professor, impressionou o imperador D.Pedro I compondo um Te Deum (hino litúrgico católico), tendo sido nomeado diretor musical da Capela Real. 

Fundador da Sociedade Beneficente Musical e do Conservatório do Rio de Janeiro, a origem  da atual Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro,(UFRJ) ,também foi regente do Teatro Lírico Fluminense, depois transformado na Ópera Nacional.

Sua obra de composição, não eram de grande originalidade, mas foi o autor de uma única peça que se tornou célebre, a melodia do atual Hino Nacional Brasileiro. 


Ricardo Mezavila

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O Homem da esquina

 
Personagem de todos os dias, testemunha de todos os acontecimentos, o homem da esquina ainda tem a capacidade de indignar-se. Mesmo com o estigma do espantalho na plantação de arroz, como é visto por alguns homens de toga, ainda assim não se cala diante do espanto que assola as esquinas.

No melhor estilo “espantalho”, o secretário de segurança pública afastou meninos e meninas de um território denominado “cracolândia”, aliás, o Rio folclórico tem o hábito de incorporar lândia (território) aos locais de destaque. Por que, então,  não incorporar o IDH (índice de desenvolvimento humano) da Finlândia?

A cracolândia foi dissolvida há uns meses, mas os jovens retornaram ao local, que fica ao lado das obras do PAC (programa de aceleração do crescimento), onde serão erguidos  blocos de edifícios populares. As aves antes assustadas com o boneco vestido com roupas de homem, erguido por uma vassoura para afugentá-las, perceberam que ele é inanimado e inofensivo.

O Ministério das Cidades exige que providências sejam tomadas, para que os trabalhadores do PAC parem de pedir demissão por falta de segurança para trabalhar. O  Ministério do Trabalho fará inspeção em Manguinhos para saber das condições de trabalho dos operários. A Assembléia Legislativa pretende convocar o secretário para uma audiência pública, com a Comissão de Segurança, para dar explicações.

O homem da esquina, do alto de sua vivência, sabe que essas reuniões são ineficazes e “inacifezes”, não há colheita sem que se cuide do solo, até o espantalho sabe disso, as crianças precisam ser adubadas com amor e proteção.

O homem da esquina também sabe que crianças são como orquídeas, sensíveis, delicadas necessitam de muitos cuidados, mas que em boas condições crescem e alegram as nossas casas.


Ricardo Mezavila

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Acorrentados

Alegoria da caverna é uma teoria do filósofo Platão, e encontra-se na obra intitulada A República. Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.

Platão imaginou um muro separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna sobrevivem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.

Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira. Imaginam que as sombras são deuses.

Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo  que as sombras eram feitas por homens como eles.

É o que acontece, mais ou menos, com as crianças nas escolas públicas. São acorrentadas a um ensino duvidoso, vivem na escuridão do saber e crescem temendo as sombras das injustiças.

Cabe a juventude quebrar os grilhões, derrubar os muros e libertar os acorrentados das cavernas.

Ricardo Mezavila

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Desígnio de Deus


Viver é um mistério tão profundo quanto morrer. Se não sabemos para onde iremos e nem de onde viemos, muito menos sabemos o que estamos fazendo aqui. As hipóteses de estarmos a passeio, ou espiando, pagando pelos pecados, aprendendo, etc. não diminui o tamanho desse grande mistério.

Quem apostaria que alguém nascido no interior de um estado nordestino, onde a família vivia da agricultura de subsistência, plantava para comer; que quando criança adquiriu uma doença que o deixou cego de um olho; que ficou na escola apenas por alguns meses, pudesse receber o título de Doutor Honoris Causa , que tivesse uma biblioteca com seu nome e recebesse um premio do Ministério da Cultura?

Antonio Gonçalves da Silva também não apostava. Terceiro lugar em uma eleição do “Cearense do século”, o vencedor foi Padre Cícero. Patativa do Assaré, poeta repentista, cantor, compositor e improvisador,viveu até os noventa e três anos sendo diversas vezes homenageado, inclusive por Fernando Henrique.

Patativa recebeu esse pseudônimo por ser sua poesia comparável à beleza do canto dessa ave. Assaré é o nome da cidade onde Antonio nasceu. Seus poemas eram feitos e guardados na memória para depois serem recitados, desenvolvendo assim uma impressionante capacidade de memorização, recitava todos os poemas, mesmo após os noventa anos. Patativa do Assaré viveu toda a sua vida na mesma cidade que nasceu.

Então, há de se levar em conta alguns fatos que nos fazem refletir sobre a nossa passagem pela vida. Sou cristão não-praticante, apesar de ter recebido olhares afirmativos, no passado, sobre um suposto ateísmo. Sou batizado, crismado e tive meu dia de anjinho na primeira comunhão. Esse é o meu currículo religioso praticante. Isso, de não ser muito religioso, não invalida minha capacidade de acreditar no invisível, ou destino.


“Caboclo Roceiro, da plaga do Norte,
Que vive sem sorte, sem terra e sem lar,
A tua desdita é tristonho que canto,
Se escuto o meu pranto me ponho a chorar.....” (Caboclo Roceiro – Patativa do Assaré)

Ricardo Mezavila

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Ontem se foi, mas o passado continua vivo !

“Quando eu sair daqui, vamos nos casar na fazenda da minha feliz infância, lá na Raiz da Serra. Você vai usar o vestido e o véu da minha mãe, e não falo assim por estar sentimental , não é por causa da morfina. “ (Leite Derramado- Chico Buarque).

“Minha filha ganhou um gatinho e contei a Tim que ela ia dar o seu nome ao bicho. Ele adorou: “Já sei, porque é preto, gordo e cafajeste!” O gato era cinzento, magrinho e carinhoso. (vale Tudo – Nelson Mota)

“Puxa Gil, como eu gostaria de ter feito esta música. Agora, você sabe, nego, uma coisa, eu não tive nem o curso primário. Você é um cara formado, você pode dizer assim as coisas. Eu queria dizer essas coisas mas não sabia, eu não tenho estudo, eu não sabia jogar com as idéias” (Luiz Gonzaga falando sobre bossa nova com Gilberto Gil).

“O homem tinha um andar estranhamente lépido, como uma marionete manipulada por cordas invisíveis. Sua cabeça parecia se mover com um ritmo próprio. Ele usava roupas mal-ajambradas que o faziam parecer um peixe fora d’água em uma área elegante de Manhattan, tendo quase a aparência de um sem-teto. Contudo, vistas mais de perto, as roupas pareciam novas. Ao ser olhado mais próximo ainda, o rosto pálido, a barba por fazer, esse homem de meia-idade e corpo franzino parecia familiar. Sob o chapéu, o nítido nariz adunco, as feições delicadas emoldurada por um filete de barba. Ao coçar o nariz, notam-se as unhas compridas e sujas. Ao olhar para atravessar a rua, os olhos que se via eram de um azul quase tão intenso quanto o dos ovos do tordo norte-americano.
“- É o Bob Dylan!” ( Dylan – A Biografia. Howard Sounes)

Homenagem a um amigo afro-descendente que, em um debate com o príncipe  herdeiro dos Orleans de Bragança, disse : “ Quem garante que eu também não seja um príncipe, descendente de uma família real africana?!”

Ricardo Mezavila

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Preservem os poetas e os biólogos !


Poesia e Biologia. As atividades mais necessárias no planeta devido ao acúmulo da agressão ambiental, da violência contra a natureza, da destruição do ecossistema e da desorientação do ser humano.

A tendência da humanidade é: destruir, consumir e extinguir. Esse ciclo que o homem vem adotando, com mais ferocidade, nesses tempos atuais, vem sendo absorvido pelo Planeta, que vem dando sinais de reação. Assim como um lutador que, depois de acuado no canto do ringue, reage e leva o adversário à nocaute.

Biologia celular, molecular, marinha, sanitária, bioquímica, botânica, ciências morfológicas, fisiologia, genética, imunologia, ecologia, microbiologia são alguns dos conhecimentos inerentes a um biólogo. Este reúne condições científicas de preservar o que nos foi concedido, de forma divina, pelo Moço que tudo criou.

Poesia concreta, lírica, épica, estética, rimada, livre, clássica, popular, romântica, religiosa, conceitual são formas literárias da construção poética. O poeta tem, por intuição, a capacidade de enxergar além da visão comum, difícil de definir como isso acontece.

Acredita-se que a Terra poderá suportar a vida por mais quinhentos milhões de anos, acho muito difícil que isso aconteça. Apesar desse tempo não ser nada perto dos aproximados cinco bilhões de anos que ela existe. 

A Poesia facilita o entendimento do invisível, do sentimento de que as coisas precisam ser conservadas com carinho. A palavra poética define o que não tem palavras. A Biologia coloca o homem diante dele mesmo, como criatura real e responsável por todo ser vivo. 

Palavra, matéria prima do Poeta e vida, matéria prima do Biólogo, são as fontes mais seguras de alimentar a consciência, que precisam os homens, para agirem afirmativamente na preservação do meio ambiente.

Ricardo Mezavila